quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Base aliada 'racha' na CMM e diverge sobre passaporte vacinal

Marcelo Serafim disse que os negacionistas que fazem campanha contra a vacinação das crianças terão julgamento da história. A crítica gerou reação de Marcel Alexandre.
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Depois que o líder do prefeito na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Marcelo Serafim (PSB) dizer que os “negacionistas da vacina anti-covid-19 terão encontro com a história”, membros da base de apoio ao prefeito David Almeida (Avante) voltaram a se manifestar contrários à cobrança do passaporte vacinal.

O vereador governista Marcel Alexandre (Podemos) disse, sem mencionar nomes, que existe um grupo de médicos que aconselha cuidados na aplicação de vacinas. Apesar disso, Marcel Alexandre evitou criticar a determinação do prefeito David Almeida de cobrar o passaporte vacinal nas aulas municipais.

Na avaliação de Marcel Alexandre, o prefeito quer preservar a saúde das crianças, mas alguns profissionais estão se valendo da informação repassada pelo prefeito para cobrar “indevidamente” o documento vacinal.

“O prefeito não está fazendo obrigatoriedade de ninguém e nem cerceando o direito de ninguém, mas ele está cumprindo o dever dele que é a segurança para o cidadão. Se o cidadão entende que a vacina é esse caminho, que ele siga. Vacina, sim, ditadura, qualquer que seja, e controle social da vida humana, não”, discursou o vereador que também é pastor.

Passaporte vacinal

No início da semana, o vereador e cantor gospel, Raiff Matos anunciou que vai apresentar um projeto de lei para proibir a cobrança do passaporte vacinal. Na ocasião, o vereador criticou o secretário municipal de Educação, Pauderney Avelino, pela cobrança do passaporte.

A vereadora Professora Jacqueline (sem partido) disse que a vacinação deve ser discutida sob a ótica da ciência, sem o viés religioso.

“A gente tem que continuar massificando a informação correta. Fake news não é saída para ninguém, a gente tem que incentivar essa vacina. Acredito que nós, professores que estamos na sala de aula, serão estaticamente os mais vitimados. Perdemos mais de 200 professores no último ano”, defendeu a vereadora.

Texto: Jefferson Ramos

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