Por unanimidade o Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta terça-feira (8) a criação do União Brasil, partido criado com a junção das legendas DEM e PSL.
A fusão foi aprovada em assembleia dos diretórios nacionais das duas siglas em outubro passado e se for chancelada pela corte eleitoral, o UB se tornará o maior partido brasileiro, com uma bancada de sete senadores e 81 deputados federais.
Apesar de apontado como uma força, inclusive de recursos partidários e para a campanha de 2018, especialistas avaliam que ao menos entre 20 e 30 deputados, principalmente do atual PSL, deixarão o novo partido para seguir em um ninho de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Este é o caso do deputado federal Delegado Pablo Oliva (PSL), que deverá migrar para o PL e disputar a reeleição na chapa que está sendo articulada pelo presidente do Diretório Estadual, Alfredo Nascimento, conforme adiantou o RealTime1. “Estou vendo como está o quadro para depois decidir meu futuro”, disse Pablo Oliva.
O deputado estadual Delegado Péricles (PSL) é outro nome que seguirá o mesmo caminho rumo ao PL de Bolsonaro. Já Amazonino Mendes que já foi filiado ao DEM e convidado para integrar o UB, ainda é uma icógnita, assim como outros nomes do Podemos como Wilker Barreto, Dermilson Chagas e os vereadores Professora Jacqueline e Amom Mandel.
Hoje os dois partidos compõem a maior bancada na Câmara dos Deputados. O DEM tem 26 deputados e o PSL, 55. Mas como citado anteriormente parte dos parlamentares deve deixar o grupo. Os 55 deputados atualmente no PSL, sozinhos, já compõem a maior bancada da Câmara. O PT é o segundo maior partido na Casa, com 53 deputados.
No Senado, se mantiver o status atual, o UB terá sete senadores, sendo cinco do DEM e dois do PSL.
Da Redação com agências de notícias
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