O presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda uma decisão final da Advocacia-Geral da União (AGU) para decidir se prestará ou não depoimento nesta sexta-feira (28), às 14 h, na Polícia Federal sobre o processo que apura o vazamento de dados sigilosos da instituição.
Segundo fontes ouvidas pelo portal UOL, o ministro da AGU, Bruno Bianco, está analisando os precedentes que podem ser aplicados ao presidente para tentar minimizar o desgaste do depoimento.
Uma das possibilidades seria entrar com um recurso pedindo para depor apenas após um julgamento do Plenário do STF sobre o processo.
O inquérito contra Bolsonaro foi instaurado em agosto do ano passado por iniciativa do ministro Alexandre de Moraes, logo após o presidente divulgar nas redes sociais informações sigilosas de investigação da PF sobre denúncias de invasão ao sistema interno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2018.
Outra linha que estaria sendo avaliada pela AGU é a de buscar precedentes sobre a possibilidade de direito ao silêncio ou até mesmo a ausência.
Ministros que conversaram com o presidente sobre o depoimento à PF afirmaram que Bolsonaro está tranquilo e que vai acatar a orientação do ministro Bruno Bianco. “A AGU que vai decidir. Ele está em paz e tranquilo”, disse uma fonte.
A informação de que Moraes havia determinado o prazo até o dia de hoje para que Bolsonaro prestasse depoimento foi objeto de uma manifestação da AGU, que pede que Moraes solicite à PGR (Procuradoria-Geral da República) a abertura de investigação para apurar o vazamento da informação.
Com informações do Portal UOL
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