A Defensora Pública Carol Braz colocou o pé no freio no processo de filiação ao PDT após o anúncio da saída de Hissa Abrahão da presidência do Diretório Regional, nesta terça-feira (28). Convidada pelo presidente nacional do partido, Calos Lupi, ela decide até a primeira semana de janeiro se aceita disputar o Governo do Estado na eleição do próximo ano pela sigla pedetista.
Outra possibilidade estudada pela defensora é o ingresso no PSDB, que deseja uma mulher para disputar o posto e já tem em seus quadros o vice-governador Carlos Alberto Almeida, que é muito próximo de Carol Braz, a indicando para o secretariado de Wilson Lima (PSC) em 2019.
Pessoas próximas a defensora disseram que o convite para ela disputar o governo pelo PDT foi feito diretamente por Lupi após um almoço em Manaus, no início de dezembro.
“O nome dela chegou ao Lupi por meio do Stones (Machado, militante). Ele [Lupi] veio a Manaus e a conversa foi boa. O Hissa não teve participação nesse processo”, disse uma fonte, que colocou no mesmo processo o nome do jornalista Meike Farias, convidado a ser candidato a deputado federal.
Outro viés avaliado pela defensora pública é a filiação ao Podemos. Mas, neste partido, Carol disputaria a única vaga que há para o Senado em 2022.
Uns saem, outros entram…
Hissa afirmou que deixa a presidência do PDT-AM, após quatro anos, para cuidar da campanha dele para deputado federal, mas não está descartada uma troca de partido. Um dirigente da Executiva Nacional vai ficar no lugar dele até a escolha de um quadro local para tocar a eleição.
A saída de Hissa da presidência do PDT-AM ainda fortalece o deputado estadual Adjuto Afonso, que sempre defendeu a tese de que o comandante do partido não deveria ser candidato a cargos eletivos pois sempre restaria a dúvida de que “esteja puxando a brasa para a sardinha dele”.
“Foi uma decisão acertada, pois o presidente tem que ser o coordenador de todas as candidaturas, principalmente numa eleição que terá regras novas e com mais dificuldades para o partido cumprir”, defendeu Adjuto.
Outro que estuda o ingresso no PDT é o ex-deputado estadual Luiz Castro (REDE), que foi convidado a disputar uma vaga no Senado Federal. A situação dele é semelhante a de Carol Braz e a entrada no partido ainda depende dos desdobramentos da saída de Hissa, agora ex-presidente do Diretório Regional.
“Estou afastado de atividades políticas e públicas há mais de 2 anos, ainda não decidi sobre o pleito de 2022. Mas agradeço desde já as pessoas que tem manifestado sua confiança em mim”, escreveu, hoje (28), Luiz Castro nas redes sociais.
Texto: Gerson Severo Dantas
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