O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou em 2021 o maior índice de geração de empregos dos últimos cinco anos, com a abertura de 102.794 postos de trabalho. Empresários da indústria enfatizam que o número é a principal evidência da vitalidade do modelo industrial, que mesmo em meio ao cenário de imprevisibilidade por conta da Covid-19 e da sequência de impactos negativos, apresentou resultados sólidos em faturamento e em emprego, no ano.
Conforme os dados mais recentes divulgados pela Suframa nos Indicadores de Desempenho do PIM, de janeiro a setembro de 2021, na soma entre mão de obra efetiva, temporária e terceirizada, o segmento industrial empregou 102.794 trabalhadores. O número representa crescimento de 8% em relação aos 94.460 postos de trabalho gerados ao longo de 2020. Em 2016, o parque industrial registrava 86.161 empregos.
Em relação ao faturamento, os indicadores contabilizaram R$116,5 bilhões, nos nove meses de 2021, o que representa crescimento de 42,27% em relação a igual período de 2020. O valor também é o maior na análise dos últimos cinco anos.
De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, apesar dos diversos obstáculos enfrentados pela indústria, 2021 foi melhor do que o ano anterior, tanto em relação ao faturamento do PIM quanto aos empregos gerados, considerados pelo empresário como expressivos.
“2021 foi muito melhor do que 2020 e o maior indicador disso é a geração de empregos. Seguimos por, pelo menos, nove meses consecutivos com mais de 102 mil empregos entre diretos e indiretos. A expectativa para 2022 é otimista, de superação dos obstáculos e que seja positivo, com mais geração de emprego, que é o principal”, destacou.
Périco ainda ressalta que por ser um ano de eleições, a economia assim como a indústria podem sentir os reflexos de forma positiva ou negativa. Ele citou o período como uma ‘incógnita’
Reflexos da pandemia x resiliência da indústria
As fabricantes, na capital, ainda enfrentam reflexos decorrentes das medidas de restrições adotadas por outros países. A falta de insumos é um deles, ocasionada pela concentração de navios e contêineres na China. Na esteira, as empresas arcam com a alta do preço do contêiner que custa dez vezes mais caro do que o valor cobrado em 2019, impactando no preço final dos produtos.
Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, mesmo em meio aos fatores negativos vivenciados pelas fabricantes, o setor deverá encerrar o ano com números estáveis em faturamento em relação aos anos anteriores. Ele acredita em tendência de crescimento a médio prazo, em decorrência da demanda reprimida pelo longo período da pandemia.
“O PIM apresentou números sólidos ao longo de 2021, ratificando o êxito do principal modelo de desenvolvimento do país. Para 2022, o segmento tem buscado diversificar a sua cadeia de suprimentos e trabalhar com períodos mais dilatados. Cremos que esse descompasso entre insumos e produtos acabados ainda deverá perdurar até a metade do ano vindouro”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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