Na última sessão plenária do ano, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovaram moção de aplausos a Jair Bolsonaro (PL) pelo empenho do presidente na compra das vacinas contra a Covid-19. A autoria do projeto é do vereador Antônio Peixoto (PTC).
A parabenização foi criticada pelo vereador Sassá da Construção Civil (PT) que lembrou o fato de o presidente não ter se vacinado e ter duvidado da capacidade da vacina. Sassá foi o único parlamentar a votar de forma contrária.
Incomodado, Marcel Alexandre rebateu Sassá dizendo que ele queria manchar a biografia do presidente, que foi o único político a comprar vacinas no país enquanto que, segundo ele, os outros só embolsaram.
No entanto, Marcel não deve ter se atentado que, segundo o que estabelece o Plano Nacional de Imunização (PNI), é o Governado Federal que deve comprar as vacinas e entregá-las, cabendo aos municípios aplicá-las na população.
A moção foi subscrita pelos vereadores Capitão Carpê (Republicanos), Yomara Lins (PRTB), Jaildo dos Rodoviários (PCdoB), Raiff Matos (DC), Luiz Mitoso (PTB), Elan Alencar (Pros), Marcel Alexandre (Podemos) e João Carlos (Republicanos).
Compra de vacinas e escândalos no Governo Bolsonaro
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado revelou que o Governo Bolsonaro pediu propina de U$ 1 para comprar doses da vacina da AstraZeneca junto à uma atravessadora estrangeira. O esquema foi intermediado por militares, religiosos e funcionários do Ministério da Saúde.
Outra revelação da CPI foi de que o Governo Bolsonaro pagaria um preço 1.000% maior pela vacina indiana Covaxin, mais do que seis meses antes, era anunciado pela própria fabricante. O negócio foi desfeito depois da revelação do colegiado.
Em outubro do ano passado, Bolsonaro desautorizou o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello a comprar o imunizante da CoronaVac por ser uma vacina de fabricação chinesa. Ainda nos primeiros meses de trabalho da CPI, os senadores mostraram que o presidente Bolsonaro ignorou mais de 70 e-mails de ofertas de doses de vacinas da Pfizer.
Na ocasião, o presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo disse que o Governo Federal ignorou três ofertas de vacina para o país ainda em 2020 e que a empresa tinha condições de entregá-las até novembro.
Texto: Jefferson Ramos
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