quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Secretaria de Esporte: 'menina dos olhos' de David é ignorada na CMM

Gestão do então prefeito Arthur Neto (PSDB) pediu a extinção da Secretaria. Na época 41 vereadores aprovaram a medida que teria gerado economia de R$ 500 milhões.
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Reajuste salarial representa valor real de R$ 127. Foto: Robervaldo Rocha/Divulgação

Três vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) usaram a tribuna da Casa para cobrar, na manhã desta terça-feira (23), a recriação da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), extinta na gestão do ex-prefeito Arthur Neto (PSDB). A reformulação da pasta foi uma promessa de campanha do prefeito David Almeida (Avante) que tem maioria absoluta na CMM.

A extinção da Semjel, aprovada na legislatura anterior da CMM, contou, inclusive com votos de 18 vereadores reeleitos para a atual legislatura.

O vereador Caio André (PSC), um dos que pede a volta da secretaria, defendeu que haja um aumento no orçamento da Prefeitura para financiar o retorno da Semjel que, atualmente, é uma subsecretaria na estrutura da Secretaria da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), comandada pelo ex-deputado estadual Platiny Soares.

Já o vereador Marcel Alexandre (Podemos) disse estar esperançoso na reforma administrativa que a Prefeitura vai realizar. O parlamentar acredita que é neste processo que a Semjel será reativada.

Estranhamente, a maioria, mesmo sendo de total apoio a David Almeida, não vem fazendo coro à recriação da pasta, já apresentada pelo próprio prefeito como “a menina dos olhos”. Inclusive, dias após ser eleito o novo prefeito da cidade, ele garantiu que a recriação da pasta “revolucionaria o esporte em Manaus”.

A recriação da Semjel era defendida ainda por David para que fossem tirados do papel algumas promessas de campanha, como o Programa de Esporte e Lazer nas Comunidades (Pelc).

No orçamento de 2020, ano de sua extinção, a Semjel tinha orçamento de R$ 18,6 milhões. O argumento usado por Arthur Neto foi de que, com outras duas pastas de fora da administração, o município geraria uma economia de meio milhão no cofre público.

Texto: Jefferson Ramos

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