O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez uma postagem em uma rede social, na manhã desta sexta-feira (5), criticando o que classificou de “politização da persecução penal”.
A fala de Gilmar acontece logo depois da saída do ex-procurador Deltan Dallagnol do Ministério Público para, ao que tudo indica, disputar uma vaga de deputado federal pelo Podemos, partido que terá ainda a filiação do ex-juiz e parceiro de Dallagnol, Sérgio Moro.
“Demonizou-se o poder para apoderar-se dele”, escreveu o ministro em uma rede social.
O anúncio de Dallagnol
No anúncio, feito em vídeo publicado nas redes sociais, na tarde de quinta-feira (4), Dallagnol explicou que a decisão não foi fácil, mas que agora pode fazer mais pelo país fora da instituição.
O ex-procurador ganhou notoriedade ao assumir a coordenação da extinta Operação Lava Jato, em Curitiba, sendo responsável por uma das investigações com mais implicações políticas já feitas no país e que desmembrou um esquema bilionário de corrupção na Petrobras, principal estatal brasileira
Durante a operação, Gilmar Mendes atacou os métodos de investigação usados por Dallagnol e Moro, pois considerava que ambos tinham motivações políticas.
“Tudo convergia para um propósito claro – e político, como hoje se revela”, escreveu Gilmar.
O legado da operação começou a ser questionado após a série de reportagens batizadas de Vaza Jato, revelar documentos que indicavam ações combinadas entre o MP e o então juiz Sergio Moro, declarado suspeito pelas decisões relativas à investigação.
Texto: Gerson Severo Dantas, com informações do Congresso em Foco
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