Na véspera do Dia de Finados fabricantes de velas registram demanda crescente pelo artigo utilizado para fazer homenagens em memória de entes falecidos. O produto teve um aumento no preço de até 25% em relação ao valor comercializado em 2020. O motivo é falta de parafina no mercado interno.
A representante de vendas da AGM Indústria de Velas, Tânia Mara Rodrigues, afirma que a reabertura dos cemitérios para visitação, neste ano, impulsionou a procura por velas. A empresa decidiu realizar entregas nos cemitérios com o intuito de facilitar a venda e proporcionar comodidade ao cliente que não puder ir até ao comércio.
“A procura está alta. Com a reabertura dos cemitérios as pessoas estão procurando velas para fazer as homenagens. Vemos que os cemitérios estão lotados. Para facilitar para o clientes, estamos fazendo entregas dentro do cemitério”, relatou.
A empresa fabrica as marcas D’Luz, Cometa e Estrela. Tânia relata que desde 2020 a empresa sente reflexos da falta de parafina no mercado interno, insumo necessário à produção de velas. Para dar continuidade à produção foi necessário optar pela importação do insumo, o que encarece o preço do produto final.
“Desde 2020 estamos com problemas para a compra da parafina no país, sendo necessário importar, o que encarece todo o processo. Houve um aumento nos preços entre 20% e 25% em relação ao valor comercializado no último ano”, contou.
O proprietário da fábrica Nova Luz, Milton Félix, relata que também registra demanda crescente pelas velas. A fabricante produz velas religiosas. Porém, ele optou por não importar a parafina por conta dos elevados preços da importação e do frete.
“Estamos há um mês sem fazer pedidos, por outro lado a demanda só cresce. A parafina é importada da China e os problemas logísticos e frete caro inviabilizam a compra e encarecem o preço final ao dobro do preço normal. Quando compramos material nacional barateia o produto em até 40%”, disse.
Texto: Priscila Caldas
Leia Mais: