A Vinci Airports deverá iniciar a gestão aeroportuária, no Amazonas, em janeiro de 2022. A informação foi confirmada pela empresa. Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a concessão sobre os aeroportos do Bloco I (Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tabatinga, Tefé e Boa Vista) iniciou na última sexta-feira (22/10), com vigência por 30 anos.
Os sete aeroportos serão administrados pela Concessionária Aeroportos da Amazônia S/A, empresa criada pela Vinci Airports para operação dos terminais. No Brasil, a Vinci já opera o terminal de Salvador (BA).
Cronograma divulgado pela ANAC prevê que até outubro de 2024 a concessionária execute os investimentos obrigatórios.
Entre as melhorias previstas para o aeroporto de Manaus estão: adequar a capacidade de processamento de passageiros e bagagens no aeroporto; disponibilizar pátio de aeronaves; prover sistema visual indicador de rampa de aproximação; implantar áreas de segurança, dentre outros. Os sete aeroportos receberão obras de ampliação, manutenção e exploração.
O superintendente da Suframa, general Algacir Polsin, também confirmou o início das operações do Grupo Vinci Airports, no estado e na região Norte, a partir de janeiro. Para Polsin, a privatização dos aeroportos no Amazonas resultará em desenvolvimento para a região.
“A previsão que a empresa nos apresentou foi para iniciar a gestão em janeiro. É importante a ideia de transformar o aeroporto de Manaus como hub para toda a nossa região e futuramente para voos internacionais. A participação da Vinci Airports também será importante para os demais aeroportos. A nossa região cresce com esse tipo de iniciativa”, comentou.
A Vinci Airports confirmou o início das atividades no estado e se restringiu em informar, por meio da assessoria, que não daria detalhes do projeto de instalação neste momento.
Arremate custou R$420 mi
A Vinci Airports arrematou o Bloco Norte I na rodada de leilões de concessões em infraestrutura promovida pelo Ministério da Infraestrutura pelo valor de R$ 420 milhões, com ágio de 777,47% em relação ao lance mínimo inicial de R$ 47,8 milhões.
A assinatura do contrato entre a ANAC e a Vinci Airports foi realizada no dia 20 de setembro, com publicação no Diário Oficial da União (DOU) no dia 21 de setembro deste ano.
Os sete aeroportos do Bloco Norte I transportaram cerca de 4,6 milhões de passageiros em 2019 e representam 2,11% do tráfego aéreo nacional.
Texto: Priscila Caldas
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