O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) manifestou apoio ao Conselho Federal de Medicina (CFM) pela defesa da autonomia médica durante a pandemia e afirmou que seu relatório inclui centenas de estudos sobre o uso de substâncias no tratamento da Covid-19 feitas, segundo ele, por “cientistas, não charlatões”.
“São pesquisas em que o Ministério Público e a Procuradoria Geral da República vão se debruçar. Não são factoides, não são narrativas”, apontou.
Omar Aziz (PSD) e Renan Calheiros (MDB-AL) protestaram contra a defesa de Heinze de drogas comprovadamente sem eficácia contra o coronavírus.
“Depois da declaração do presidente, de que vacina dá Aids, vem isso aí”, criticou Renan, ao acatar a indicação do senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE) para sugerir o indicamento de Heinze por disseminar desinformação sobre a pandemia.
Durante a leitura do voto, Luis Carlos Heinze (PP-RS) destacou que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberaram R$ 30 milhões para a produção de quatro vacinas brasileiras. Para o senador, é uma mudança de paradigma o Brasil passar de importador para produtor e exportador de tecnologia de vacinas.
“Mas, ao contrário, essa CPI preferiu escutar depoentes com narrativas que não se sustentam”, criticou Heinze.
Texto: Gerson Severo Dantas, com informações da Agência Senado.
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