quinta-feira, 24 de setembro de 2026

ANP desmente distribuidoras e descarta desabastecimento de combustíveis

Comunicado ocorre após a Petrobras confirmar recebimento de demanda atípica para o mês de novembro, acima da capacidade de atendimento às distribuidoras.
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Força-tarefa da ANP e fiscaliza postos revendedores de combustíveis.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) descartou a possibilidade de desabastecimento de combustíveis no país. O comunicado ocorre após a Petrobras confirmar recebimento de demanda atípica para o mês de novembro, acima da capacidade de suprimento, gerando alerta por parte das distribuidoras.

Por meio de nota a ANP informou que nesse momento o abastecimento segue normalizado. O órgão ainda se restringiu em informar que caso necessário, adotará providências.

“Não há indicação de desabastecimento no mercado nacional de combustíveis, nesse momento. A ANP segue realizando o monitoramento da cadeia de abastecimento e adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos”, cita a nota.

Petrobras sugere importação de combustíveis

A Petrobras apontou a importação como alternativa para o suprimento da demanda adicional registrada para novembro. A estatal informou que os pedidos recebidos para o penúltimo mês do ano foram 20% acima da capacidade de fornecimento no caso do diesel e 10% a mais em relação à gasolina.

Conforme a empresa, a demanda foi atípica em relação a volume e ao prazo para fornecimento.

“A Petrobras reitera que está cumprindo integralmente os compromissos contratuais com seus clientes para fornecimento de diesel e gasolina. Atualmente, há dezenas de empresas cadastradas na ANP aptas para importação de combustíveis. Portanto, essa demanda adicional pode ser absorvida pelos demais agentes do mercado brasileiro”, informa a estatal.

“A companhia segue operando com elevada utilização de suas refinarias, tendo alcançado 90% da sua capacidade de processamento (Fator de Utilização- FUT), no acumulado de outubro, bem acima da média dos últimos trimestres”, completou.

A reportagem tentou ouvir o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoois e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis-AM) que por meio da assessoria informou que não seria a entidade pertinente para se pronunciar sobre o assunto. O sindicato pediu que a reportagem entrasse em contato direto com as distribuidoras.

Texto: Priscila Caldas

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