A falta de insumos para a produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) poderá comprometer a oferta de produtos acabados ao comércio, no final do ano. Segundo empresários, o desabastecimento cria um cenário de instabilidade, com risco de comprometimento na produção e no fornecimento do bem final. Preços subiram entre 7% e 10%.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, comentou que, em geral, o cenário é preocupante porque diversos fatores impactam a indústria negativamente. Ele destacou as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19, somadas à crise de fornecimento de insumos, e ainda, aos índices inflacionários seguida da queda do poder de compra do consumidor.
“A crise de fornecimento de insumos também cria um cenário de instabilidade para o setor produtivo. É importante considerarmos, contudo, os efeitos nocivos da inflação e da queda do poder aquisitivo e índice de confiança da população, os quais podem impactar negativamente neste fim de ano”, disse Silva.
Oferta dos produtos e aumento de preços
De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, os entraves por conta da falta de insumos poderão acarretar em maior tempo para o atendimento ao mercado. Enquanto o aumento dos custos deverão resultar, consequentemente, em elevação dos preços do bem final.
“Certamente haverá aumento no preço dos produtos por conta do aumento dos custos dos componentes e da questão logística, dos fretes. Em alguns casos pode ser que haja uma demora maior para atendimento ao mercado. Não digo que vão faltar produtos, mas extensão no tempo para disponibilização desse produto ao mercado”, informou.
Para o presidente da Associação dos Fabricantes de Componentes da Amazônia (Aficam), Roberto Moreno, é possível que a falta de componentes tenha alguma repercussão, em quantidade, do bem final.
“Pode sim ocorrer comprometimento de alguns itens que tenham repercussão no bem final. Não tanto por alguma demanda adicional, mas na programação normal, de forma pontual, em algum segmento.
Eletros nega possibilidade de desabastecimento
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento, disse que o setor produtivo já venceu a fase do desabastecimento e que os problemas, agora, envolvem somente questões de custo.
“A possibilidade de desabastecimento e de falta de variedades de produtos, é zero. O fluxo está normal. Já vencemos a dificuldade do desabastecimento de insumos. Os produtos já foram entregues ao comércio”, disse.
Nascimento informou que o preço do produto final elevou entre 7% e 10%.
“Os problemas são o aumento de custo – frete marítimo e variação cambial”, completou o empresário, o informar que os preços .
Texto: Priscila Caldas
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