A Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) prevê crescimento de 14% no faturamento deste ano em relação a 2020. Conforme a entidade, a indústria nacional de brinquedos deverá ocupar o espaço dos importados em uma fatia de 75% do mercado, em 2021, devido às dificuldades fabris e logísticas da China.
O presidente da Abrinq, Synésio Costa, explica que a previsão de preenchimento da ‘lacuna’ dos importados substituídos pelos produtos nacionais se deve às dificuldades dos fabricantes chineses, a indisponibilidade de containers, o aumento no custo dos fretes para o Brasil e a insegurança do dólar, além da epidemia de Covid-19.
“O ano começou bem e vamos ter uma semana da criança perfeita. O setor fecha 2021 com 14% de crescimento em relação ao ano passado, que teve faturamento superior a R$ 7,7 bilhões”, comentou.
Conforme o presidente, o setor mantém perspectivas positivas em meio ao ambiente de sonegação no mercado interno, associado ao subfaturamento das importações, além de importações fraudulentas.
“Existem importadores com mais de 30 CNPJ´s, ocorre vinda de produtos sem inspeção de qualidade do Inmetro, um número de grande de irregularidades”, disse Costa.
PIM também projeta crescimento
O presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, acredita que o segmento de produção de brinquedos do Polo Industrial de Manaus (PIM) deverá ter resultados mais expressivos frente aos contabilizados no último ano.
Conforme os indicadores de desempenho do PIM, de janeiro a julho deste ano a produção de brinquedos registrou crescimento de 2,09% no faturamento em relação a igual período de 2020. Silva informa que até julho o segmento produziu mais de 100 mil unidades contra 98 mil fabricados nos sete meses de 2020.
“O crescimento é tímido, mas deveremos ter um resultado melhor do que o obtido em 2020 quando o setor ainda apresentava o impacto imediato da pandemia de Covid-19. É preciso termos cautela com esses números, uma vez que a queda no poder aquisitivo da população e a redução no índice de confiança impactam diretamente no consumo de produtos de segunda necessidade”, comentou o presidente.
Conforme a Fieam, o segmento conta com as seguintes fabricantes: Astro Toys Comercial de Brinquedos Ltda, Bang Toys do Brasil Indústria de Brinquedos e Comércio Ltda, Tec Toy Indústria de Brinquedos S/A, Copag da Amazônia S/A, Cicloway Indústria e Comércio de Veículos Elétricos Eireli.
Texto: Priscila Caldas
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