O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD), se emocionou ao ler um e-mail da policial militar e professora em Manaus, Jenifer Pereira, onde ela relatava a luta para manter em funcionamento o Serviço de Pronto-Atendimento (SPA) do São Raimundo durante os dias de janeiro que a cidade viveu o colapso pela falta de oxigênio nas unidades hospitalares.
No SPA, estavam internados a mãe e o pai de Jenifer Pereira. Ao lado da professora, estava seu irmão Erik na corrida pela busca de cilindros com o insumo.
“Minha mãe ficou sem oxigênio por três vezes, mas graças à Deus todos se salvaram. Meu irmão é um herói, carregou cilindros e ajudou a salvar algumas vidas. Aqueles dias foram os mais difíceis das nossas vidas”, relatou Jenifer em e-mail enviado a Omar.
O presidente da CPI leu o e-mail da professora amazonense ao interromper o depoimento do médico Walter Correa de Souza Neto, demitido da Prevent Senior, que relatou as irregularidades cometidas pela operadora ao longo da pandemia, como prescrição obrigatória do Kit Covid, a proibição dos médicos usarem máscaras e o uso de tratamentos alternativos sem comprovação de eficácia.
Para Omar Aziz, é impossível não se emocionar com os relatos trazidos por Walter Correa, o ex-paciente da Prevent Tadeu Frederico e da amazonense Jenifer Pereira.
“Ouvindo o senhor [Walter], não tem bom que não se emocione. Foi muita negligência em relação a pessoas que não conseguiram sobreviver. Ela fala de um momento em que faltava oxigênio em Manaus e eles levaram o TrateCov”, comentou o senador.
Texto: Gerson Severo Dantas
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