quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Tratamentos experimentais na Prevent não eram permitidos pela ANS

Operadora investigada pela CPI, a Prevent Senior usava tratamentos experimentais como a ozonioterapia por via retal, tratamento precoce e redução de oxigênio nas UTIs.
COMPARTILHE

Indagado pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Roberto Rebello Filho, esclareceu que a adoção de experimentos e de tratamentos experimentais, como a ozonioterapia no tratamento de Covid-19, não é permitido no âmbito da saúde suplementar, por ser vedado por lei.

Por conta das denúncias que foram feitas contra a Prevent Senior , a ANS fez uma visita técnica à operadora para verificar a situação e nomeou um diretor-técnico para intervir na gestão do local.

Paulo Roberto também negou que uma investigação da ANS tenha arquivado uma denúncia sobre a troca do Código Internacional de Doenças (C.I.D.) de pacientes que passassem mais de 15 dias internados em leitos clínicos e 21 dias em leitos de UTIs. “Não foi nada disso, houve uma denúncia pontual, mas que nada tinha a ver com essa troca de CIDs de pacientes, que é uma clara violação”, afirmou Paulo Roberto.

Durante essa fase da inquirição, o senador Rogério Carvalho (PT/SE), que é médico, afirmou que esconder a causa mortis de um paciente como a Prevent Senior fazia ao trocar o CID é crime grave, pois a Covid é uma doença de notificação compulsória.

Texto: Gerson Severo Dantas

Leia Mais:

COMPARTILHE