A CovacManaus2 vai iniciar um estudo que avaliará a resposta imune à aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 com o imunizante da AstraZeneca.
A pesquisa é financiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Quem receberá a dose de reforço?
Receberão a terceira dose trabalhadores da educação e segurança pública de Manaus que completaram o esquema vacinal pelo estudo CovacManaus, realizado em março deste ano.
Idosos com mais de 70 anos que completaram seu esquema vacinal, recebendo a segunda dose, há pelo menos seis meses também estão recebendo a terceira dose de reforço, mas não participarão da pesquisa.
Médicos infectologistas conduzem a CovacManaus2
A pesquisa é conduzida pela médica infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Paula Mourão, e pelo médico infectologista da FMT-HVD e especialista em saúde pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Marcus Lacerda.
Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus apoiam a pesquisa
O estudo conta com o apoio da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
1ª fase da CovacManaus
Na primeira fase da CovacManaus, durante seis meses, pesquisadores avaliaram a reação de 5 mil moradores com comorbidades que foram vacinados com a Coronavac, do Instituto Butantan. Conforme apontou a pesquisa, 0,1% precisaram ser hospitalizados devido à Covid-19.
Os voluntários que participaram da pesquisa tinham idades entre 18 e 49 anos e trabalhavam nas áreas de educação e segurança pública.
Foram aplicadas 10 mil doses da Coronavac doadas pelo Butantan. Desse total, 5.087 pessoas receberam a primeira dose e 5.071 a segunda dose.
99,8% dos vacinados apresentaram anticorpos detectáveis após a 2ª dose
Dados preliminares dos seis meses da pesquisa CovacManaus, realizada pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontam que, entre os vacinados, 91% apresentaram anticorpos detectáveis após a 1ª dose e 99,8% após a 2ª dose.
Os números foram divulgados no dia 13 de setembro de 2021, pelo Governo do Amazonas.
Texto: Isac Sharlon e assessoria
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