terça-feira, 22 de setembro de 2026

Anvisa registra nova vacina contra a gripe com eficácia de até 73% em adultos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária concedeu nesta segunda-feira (13) o registro de uma nova vacina contra a gripe no Brasil. O imunizante Flu Prevali apresentou eficácia de até 73% em adultos durante os estudos clínicos apresentados para avaliação regulatória.

O registro da Anvisa confirma que a agência analisou os dados de qualidade, segurança e eficácia fornecidos pelo fabricante. A autorização, entretanto, não significa que a vacina será imediatamente oferecida em todas as unidades do Sistema Único de Saúde.

Para integrar o calendário público, um imunizante precisa passar por outras etapas de avaliação, incluindo análises sobre custo, benefícios, população-alvo e capacidade de aquisição. A incorporação nacional depende de decisão do Ministério da Saúde após os procedimentos técnicos previstos.

No setor privado, a disponibilidade também depende da produção, importação, distribuição e definição dos grupos para os quais a vacina foi autorizada. Clínicas e serviços de vacinação precisam seguir as condições aprovadas pela Anvisa.

A influenza é uma infecção respiratória que pode provocar febre, tosse, dor no corpo e cansaço. Embora muitas pessoas se recuperem sem complicações, idosos, crianças pequenas, gestantes e pacientes com doenças crônicas apresentam maior risco de agravamento e hospitalização.

A eficácia de uma vacina contra a gripe pode variar conforme a idade, as condições de saúde e a correspondência entre as cepas presentes no imunizante e os vírus em circulação. Por esse motivo, o percentual observado em estudos não deve ser interpretado como proteção absoluta.

O registro amplia as alternativas disponíveis no país, mas não reduz a importância dos imunizantes que já integram as campanhas. A orientação é que a população elegível siga o calendário das autoridades sanitárias e não adie a vacinação aguardando um produto específico.

Além da proteção individual, a vacinação reduz a circulação do vírus e pode diminuir a pressão sobre hospitais e unidades de pronto atendimento nos períodos de maior incidência de doenças respiratórias.

A vigilância epidemiológica será necessária mesmo após o início da comercialização. Eventos adversos suspeitos devem ser monitorados e comunicados aos sistemas oficiais, como ocorre com outros medicamentos e vacinas.

Informações sobre preço, locais de aplicação e eventual oferta pelo SUS deverão ser confirmadas após os próximos atos das autoridades de saúde. Até o momento, o principal avanço é regulatório: o imunizante recebeu autorização para entrar no mercado brasileiro dentro das condições estabelecidas pela Anvisa.

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