quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ECONOMIA

Preço do ovo sobe até 19% no Brasil e pesa no bolso das famílias

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O preço do ovo no Brasil registrou alta de até 19% nas últimas semanas, impactando diretamente o orçamento das famílias e ampliando a pressão sobre o custo de vida. O aumento ocorre em um período de maior demanda, especialmente durante a Quaresma, quando o consumo do alimento cresce como alternativa às carnes.

De acordo com dados do mercado agrícola, o avanço nos preços reflete principalmente o desequilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo. Com mais consumidores recorrendo ao ovo como fonte de proteína, a procura supera a capacidade de produção imediata.

Quaresma impulsiona aumento no consumo

A alta no preço do ovo no Brasil está diretamente ligada ao aumento sazonal da demanda. Durante a Quaresma, há uma redução no consumo de carnes vermelhas, o que leva muitos consumidores a optarem por alternativas mais acessíveis, como ovos.

Esse movimento é tradicional no período, mas em 2026 ocorreu com maior intensidade, pressionando ainda mais os preços.

Custos de produção também influenciam

Além da demanda elevada, produtores apontam que o aumento dos custos de produção tem contribuído para a alta. Entre os principais fatores estão o encarecimento da ração — composta principalmente por milho e soja — e os custos logísticos.

Esses elementos afetam diretamente a cadeia produtiva e acabam sendo repassados ao consumidor final.

Impacto no orçamento das famílias

O aumento do preço do ovo preocupa especialmente famílias de baixa renda, que utilizam o alimento como uma das principais fontes de proteína. A alta reforça o cenário de pressão inflacionária sobre itens básicos da alimentação.

Especialistas destacam que oscilações em produtos considerados essenciais têm impacto direto na percepção da inflação e no poder de compra da população.

Expectativa para os próximos meses

A tendência é que os preços do ovo no Brasil se estabilizem após o período da Quaresma, com a normalização da demanda. No entanto, o comportamento dos custos de produção continuará sendo um fator determinante.

Caso haja novas altas nos insumos, o consumidor pode continuar enfrentando preços elevados nos próximos meses.

O cenário reforça a importância do acompanhamento constante dos indicadores de alimentos, considerados um dos principais termômetros da economia doméstica.

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