quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Ministério eleva projeção e inflação pressiona teto de gastos para 2022

Equipe econômica atualizou projeção de inflação de 6,2% para 8,4% em 2021. Orçamento para o ano que vem, no entanto, não contempla gastos extras provocados pela alta do INPC.
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O Ministério da Economia elevou a projeção oficial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no encerramento de 2021 de 6,2% para 8,4%. A atualização foi anunciada nesta quinta-feira (16). Segundo estimavas do governo federal, cada 0,1 ponto percentual adicional de INPC representa um acréscimo de R$ 790 milhões por ano nos gastos, já que despesas públicas como aposentadorias e pensões são corrigidas de acordo com a inflação oficial.

Sendo assim, a nova projeção para a inflação oficial de 2021 significa despesas extras no valor de R$ 17,4 bilhões para o Planalto em 2022. Este valor adicional pressiona o teto de gastos do ano que vem, já que o orçamento para 2022 foi elaborado ocupando todo limite de gastos.

De acordo com reportagem publicada pela Folga de São Paulo, na ocasião da elaboração do projeto orçamentário do próximo ano, enviado ao Congresso em agosto, a estimativa de 6,2% já era considerada defasda, tanto por parte dos integrantes do ministério da Economia, como pelo mercado, que já projetavam um índice superior a 8%.

Uma estimativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), por exemplo, prevê que a inflação oficial do país deve fechar o ano de 2021 em 9,1%. Neste caso, os gastos do governo de teriam um acréscimo de quase R$ 23 bilhões.

Da redação

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