quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Manifestação que pede impeachment de Bolsonaro tem pouca adesão em Manaus

O ato não ganhou a adesão de alguns setores da esquerda porque, segundo eles, a organização é de entidades que ajudaram a eleger Bolsonaro.
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Movimento que acontece em pelo menos 15 cidades brasileiras neste domingo (12), pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), teve pouca adesão em Manaus.

Marcado para iniciar às 9h, no Largo São Sebastião, no Centro da cidade, apenas cerca de 100 pessoas estavam no local da manifestação uma hora após o agendado.

“Todo grande movimento começou pequeno. Então, este movimento é importante para lutar contra um presidente negacionista, responsável por quase 600 mil mortes. É preciso destacar o trabalho de entrega do Brasil que ele está fazendo com venda de estatais, da Reman”, disse Willian Silva, representante do Rede.

Até às 10h30, foi possível identificar na manifestação a presença de representantes dos partidos PDT, PCdoB, Rede e Novo; de movimentos sociais e do Movimento Brasil Livre (MBL). Tal ato não ganhou a adesão de alguns setores da esquerda porque, segundo eles, a organização é de entidades que ajudaram a eleger Bolsonaro.

“A trajetória do PCdoB é de sempre estar nas lutas mais difíceis do nosso país. Eu fico imaginando, para esse grupo de puros e santos, que não compreendem o que é luta estratégica e tática, o que falaria Luis Carlos Prestes quando teve que apoiar Getúlio Vargas (…) Nós não escolhemos um lado fácil, escolhemos o lado necessário da luta política, o lado daqueles que, lá em Urucurituba, estão pagando R$ 150 por uma botija de gás, o lado de quem está pagando mais de R$ 40 num quilo de carne, no lado daqueles que, no Alto Solimões, pagam mais de R$ 7 para comprar o litro da gasolina”, elencou Yan Ivanovich, do PCdoB.

No ato, uma senhora jogou água em um rapaz que se posicionava contra o MBL. Veja o vídeo:

Texto: Rosianne Couto, com informações de Gerson Severo Dantas

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