Os números mostram que o setor primário ganhou peso real na economia do Amazonas. Entre 2019 e 2025, políticas públicas voltadas à agricultura, pesca e piscicultura alcançaram escala estadual, ampliaram a produção e reforçaram a renda de milhares de famílias no interior.
Ao longo desse período, o Governo do Amazonas assistiu diretamente 333.142 agricultores familiares e produtores rurais, com ações que chegaram a 3.523 comunidades rurais tradicionais e 571 comunidades indígenas, espalhadas pelos 62 municípios do estado.
O foco foi garantir estrutura, acesso a crédito, assistência técnica e mercado para quem produz.
O governador Wilson Lima afirma que o setor primário é estratégico para a economia local. Desde 2019, a gestão adotou medidas para integrar todas as etapas da produção, do preparo do solo à comercialização, reduzindo gargalos históricos enfrentados pelos produtores.
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“O setor primário move o estado do Amazonas e temos trabalhado para garantir que os produtores sejam valorizados e desenvolvam todo o potencial produtivo. São eles que colocam comida na mesa do amazonense e vamos continuar trabalhando para dar condições a esses trabalhadores”, afirma Wilson.
Do crédito ao mercado: números que sustentam o avanço
O fortalecimento do campo passa, principalmente, pelo acesso a políticas públicas. Entre 2019 e 2025, foram emitidos 158.523 Cartões do Produtor Primário (CPP), 80.966 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) e 37.368 Cadastros Ambientais Rurais (CAR).
Esses documentos abriram caminho para crédito rural, isenção de ICMS, descontos em insumos e acesso a programas como PAA, Pnae e Preme.
No mesmo período, o Estado elaborou e encaminhou 16.359 projetos de crédito rural, que somam cerca de R$ 307 milhões em propostas junto a agentes financeiros. O recurso ajudou a modernizar a produção, ampliar áreas cultivadas e melhorar a logística no campo.
Na prática, esse apoio se traduz em mais eficiência. Em Japurá, no Médio Solimões, agricultores passaram a usar motocultivadores aliados à assistência técnica, reduzindo esforço físico e aumentando a variedade de culturas, como hortaliças e legumes, com ganhos diretos de produtividade.
Pesca e piscicultura em expansão acelerada
Os resultados também aparecem com força na cadeia do pescado. Com ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o governo atuou na capacitação, regularização ambiental, manejo de lagos e acesso ao crédito para pescadores e piscicultores.
O impacto mais visível está na piscicultura: a produção dos atendidos pelo Ater em barragem e tanque escavado cresceu 504% entre 2019 e 2025, saltando de 495 toneladas para 2.994 toneladas de pescado.
Além disso, pescadores receberam equipamentos como embarcações, motores e botes, o que aumentou a capacidade de pesca e a renda das famílias.
Investimento público e alcance social
O balanço financeiro reforça o tamanho da política adotada. De 2019 a 2025, o Governo do Amazonas executou recursos de 396 emendas parlamentares, somando R$ 99,6 milhões, destinados à compra de equipamentos agrícolas, motores, embarcações e apoio a feiras agropecuárias. Essas ações beneficiaram cerca de 500 mil pessoas em mais de 45 municípios.
Somam-se a isso 122 propostas voluntárias, com repasses não obrigatórios por lei, que totalizaram R$ 181,6 milhões e alcançaram mais de 400 mil pessoas.
O resultado desse conjunto de dados tem gerado mais produção, mais renda no interior e melhoria na qualidade de vida de quem vive do campo e das águas. O setor primário, historicamente visto como apoio, passa a ocupar protagonismo no desenvolvimento econômico e social do Amazonas.
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