A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) fechou 2025 com o pior desempenho entre os poderes estaduais no Ranking de Transparência Pública. O levantamento é do Ministério Público de Contas (MPC) e aponta que a Casa Legislativa foi o único órgão estadual classificado apenas no nível intermediário.
Enquanto a Aleam alcançou 64,57% de atendimento aos critérios avaliados, os demais poderes obtiveram pontuações elevadas e receberam o selo diamante, que representa o nível máximo de transparência.
📲 Participe do canal do RealTime1 no Instagram
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) alcançou 100% de desempenho e ficou na liderança do ranking. A Defensoria Pública do Amazonas (DPE) obteve 97,34%, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) chegou a 95,51% e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) registrou 86,41%. Todas as instituições foram reconhecidas com o selo diamante.

Queda em relação a 2024 acende alerta
Além de ocupar a última posição entre os poderes estaduais, a Aleam apresentou queda na pontuação em relação ao ano anterior.
Em 2024, o Legislativo estadual havia registrado 67,57%, também dentro do nível intermediário. Em 2025, o índice caiu quase três pontos percentuais, reforçando o distanciamento em relação aos demais órgãos.
Os dados fazem parte do Radar de Transparência Pública, iniciativa nacional que reúne instituições como Atricon, Tribunal de Contas da União (TCU), conselhos de controle e o Instituto Rui Barbosa.
A avaliação leva em conta critérios como divulgação de contratos, despesas, licitações, obras, convênios, diárias, dados institucionais e funcionamento da ouvidoria.
O resultado expõe um contraste claro: enquanto órgãos do Executivo, do sistema de Justiça e de controle avançaram na abertura de informações ao cidadão, o Legislativo estadual seguiu na contramão, com desempenho abaixo do padrão adotado no Amazonas.
Leia Mais: