quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Comércio exterior do Amazonas soma US$ 1,2 bilhão em novembro impulsionado pelo PIM

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Terminal portuário em Manaus com contêineres movimentando cargas do comércio exterior do Amazonas
Vista aérea de terminal portuário em Manaus, com intensa movimentação de contêineres ligados ao Polo Industrial e ao comércio exterior do Amazonas.

O Amazonas movimentou US$ 1,2 bilhão na corrente de comércio em novembro de 2025, resultado de US$ 98,72 milhões em exportações e US$ 1,10 bilhão em importações.

Os números refletem o desempenho do comércio exterior do estado, sustentado principalmente pela atividade do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Os dados constam na Balança Comercial do Amazonas, elaborada mensalmente pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

No recorte das exportações, o estado registrou US$ 98,72 milhões em novembro.

Comércio com Alemanha e China

A Alemanha foi o principal destino, com destaque para as vendas de ouro, incluído o ouro platinado, em formas semimanufaturadas para usos não monetários, que somaram US$ 19 milhões, equivalentes a 95,38% das exportações destinadas ao país.

A China também se destacou como mercado comprador, principalmente de ferronióbio, cujas vendas alcançaram US$ 8,66 milhões, representando 81,26% das exportações amazonenses para o país asiático.

As importações totalizaram US$ 1,10 bilhão no mês, tendo a China como principal origem. O item de maior valor importado foi “outros suportes gravados para reprodução de fenômenos diferentes de som ou imagem”, com US$ 49,94 milhões, o que corresponde a 11,81% das compras provenientes daquele país.

Entre outros parceiros comerciais, o Vietnã registrou importações de processadores e controladores, mesmo combinados com memórias, conversores e outros circuitos, que somaram US$ 28,28 milhões, equivalente a 35,51% do total importado desse país.

Termômetro da atividade industrial

O assessor econômico da Sedecti, Alcides Saggioro, explicou que o volume de importações é um termômetro da atividade industrial no estado. Segundo ele, os números seguem um padrão consistente e indicam a manutenção da demanda por insumos utilizados no Polo Industrial de Manaus.

“As importações sinalizam o ritmo das fábricas, já que esses insumos chegam a Manaus para abastecer a produção de bens finais, como motocicletas e equipamentos eletrônicos”, afirmou.

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A evolução da série histórica reforça o dinamismo do comércio exterior amazonense. Desde 2018, as importações anuais superam US$ 9 bilhões, alcançando valores acima de US$ 13 bilhões a partir de 2021.

Até novembro de 2025, o acumulado chegou a US$ 14,93 bilhões, aproximando-se do total registrado em 2024, que foi de US$ 16,14 bilhões, o maior já observado.

Desempenho dos municípios

No desempenho municipal, Presidente Figueiredo liderou as exportações, com vendas de ferro-ligas para a China no valor de US$ 8,66 milhões.

Itacoatiara também se destacou, ao exportar madeira serrada ou endireitada longitudinalmente, com espessura superior a 6 mm, para os Países Baixos, somando US$ 523,34 mil.

Entre os municípios importadores, Itacoatiara registrou compras de óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, provenientes da Rússia, no valor de US$ 7,06 milhões.

]Tefé importou outros veículos aéreos, como helicópteros e aviões, dos Estados Unidos, totalizando US$ 3,24 milhões.

A Balança Comercial do Amazonas acompanha mensalmente as relações comerciais do estado, com dados detalhados por produtos, países parceiros e municípios.

As informações completas estão disponíveis no painel interativo da Sedecti.

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