O governo chinês suspendeu a importação de carne bovina do Brasil, após o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmar, na manhã deste sábado (4), a ocorrência de um caso do mal da vaca louca em um frigorífico de Belo Horizonte.
“A medida, que passa a valer a partir deste sábado (4), se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos”, afirmou o Mapa em nota.
Conforme a pasta, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) foi notificada oficialmente sobre os casos.
Em Nova Canaã do Norte, em Mato Grosso, outros dois casos foram detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada.
“Estes são o quarto e quinto casos de EEB [Encefalopatia Espongiforme Bovina] atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. O Brasil nunca registrou a ocorrência de caso de EEB clássica” disse o ministério.
Segundo o Mapa, a EEB atípica ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.
“Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá. Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, disse.
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) disse em nota que a notícia da vaca louca veio neste momento em que a ociosidade nos frigoríficos que trabalham somente com o mercado interno é bastante elevada “e serviu para diminuir ainda mais o negócio de aquisição de bois diariamente”.
O Brasil possui status sanitário de risco insignificante para a doença, desde 2013, na OIE.
Doença da vaca louca surgiu entre nos anos 80
Com primeiro surto entre as décadas de 80 e 90, no Reino Unido, a doença ficou conhecida mundialmente como doença da vaca louca porque deixava sem controle do sistema nervoso e os tornava perigosos.
Se contaminado, o gado pode morrer entre duas semanas e seis meses após o início dos sintomas. a doença também pode se desenvolver em humanos devido ao consumo de carne infectada.
Texto: Aldizangela Brito
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