quinta-feira, 5 de novembro de 2026

FVS não encontra indícios de contaminação de tucumã em Iranduba

A hipótese avaliada era de que a contaminação teria ocorrido devido à manipulação incorreta do alimento
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Tucumã
Empresa amazonense desenvolveu técnica para vender tucumã liofilizado (Foto: Divulgação)

Não há evidências de que o consumo de tucumã tenha causado o surto de Doença Transmitida por Alimentos (DTA), foi o que informou a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) sobre suspeita de contaminação na primeira quinzena de julho, na comunidade Irapajé, na zona rural de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus).

O resultado da avaliação foi emitido após a realização de análise em amostras do fruto, coletadas por equipes da FVS-RCP na comunidade Irapajé; e analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/FVS-RCP) para identificar composição, propriedades físicas, químicas, toxicológicas e ação da amostra no organismo humano.

A hipótese avaliada era de que a contaminação teria ocorrido devido à manipulação incorreta do alimento. O consumo de tucumã chegou a ser suspenso em Manacapuru após morte de criança.

Nas análises, segundo a diretora técnica da FVS-RCP, Tatyana Amorim, não foi identificada comprovação de que a infecção alimentar tenha ocorrido devido ao consumo do tucumã.

“As amostras do fruto foram submetidas a análise para confirmar se a causa do surto de DTA teria ocorrido por ingestão de tucumã, no entanto, não foi encontrado indícios de contaminação no material analisado”, detalha Tatyana.

Surto controlado 

Foram 48 envolvidos no surto de DTA em Manacapuru. De acordo o gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP (DVE/FVS-RCP), Alexsandro Melo, o surto é considerado controlado desde o dia 20 de julho, quando não foram registradas notificações de novos casos. 

“Foram destacadas equipes técnicas da Vigilância em Saúde para realizar todo o acompanhamento da cadeia de transmissão, com coleta e análise das amostras. A investigação foi minuciosa para descartar seguramente o tucumã como causa do surto”, acrescentou Alexsandro.  

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