O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026 e afirmou que recebeu a missão diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde novembro por tentativa de golpe de Estado.
A publicação foi feita nas redes sociais nesta sexta-feira, em tom de continuidade política e defesa do bolsonarismo.
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Segundo Flávio, o pai o incumbiu de liderar o projeto eleitoral do grupo. A declaração ocorre em meio às restrições de comunicação impostas ao ex-presidente, que cumpre pena na Polícia Federal em Brasília.
O senador disse ter avisado o Partido Liberal e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, antes de tornar o assunto público.
Candidatura divide PL e expõe conflitos familiares
Apesar do anúncio, lideranças do PL tratam a movimentação como um teste político. Parte do partido avalia que a escolha oficial deve ocorrer mais adiante e vê o gesto como tentativa de medir a receptividade do nome de Flávio.
O movimento também ocorre no momento em que o grupo enfrenta divergências internas. Há resistências de aliados ligados à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que questionam a ausência dela no processo de decisão.
O episódio recente de disputa entre Michelle e os filhos do ex-presidente provocou desgaste público e exposição de conflitos dentro do núcleo bolsonarista.
Além disso, o anúncio surge quando o ex-presidente está impedido de participar diretamente da organização política, o que amplia a disputa interna por protagonismo e voz dentro do movimento.
A possível candidatura de Flávio o coloca como porta-voz do pai, ocupando um papel central no bolsonarismo enquanto Jair Bolsonaro permanece preso.
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