quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Novo serviço de entrega em Manaus promete reduzir prazos de compras online para 7 dias

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Imagem aérea do terminal de cargas do Aeroporto de Manaus, com armazéns e área operacional.
Terminal de cargas de Manaus é o terceiro maior do país e opera 24 horas com alto volume anual

A Vinci Airports apresentou, em Manaus, os planos para o terminal de cargas, que em março de 2026 passará a receber encomendas internacionais via serviço de courrier – sistema de logística focado em entregas rápidas de documentos e encomendas -, reduzindo o prazo médio de chegada das compras em marketplaces de até 60 dias para cerca de 7 dias.

Hoje, as encomendas vindas da Ásia e dos Estados Unidos seguem para São Paulo e depois para Curitiba, onde ocorre a liberação alfandegária antes do envio a Manaus.

Com a nova habilitação de courrier internacional, já aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e em fase final de alfandegamento pela Receita Federal, o desembaraço passará a ser feito diretamente na capital amazonense.

“De 30 a 60 dias, as compras vão chegar em média em até sete dias”, afirmou o gestor comercial da Vinci Airports, Pietro Aires.

O terminal de cargas de Manaus é hoje o terceiro maior do Brasil, atrás apenas de Guarulhos e Viracopos. A unidade administrada pela Vinci Airports dispõe de armazém com mais de 45 mil metros quadrados, opera 24 horas por dia, sete dias por semana, e movimentou mais de 140 mil toneladas no último ano.

Segundo Pietro Aires, o terminal cumpre papel estratégico para o Polo Industrial de Manaus. Mais de 84% das cargas recebidas por via aérea têm origem na Ásia, abastecendo linhas de produção da Zona Franca.

Nas exportações, a América do Sul e os países vizinhos concentram o maior volume, com empresas utilizando Manaus como hub logístico para a região.

Desde o início da concessão do Bloco Norte, a Vinci Airports tem buscado aumentar a eficiência na liberação de cargas.

Quando assumiu a operação, 72% dos volumes saíam do aeroporto no chamado primeiro período, de até 48 horas. Em 2025, esse índice chegou a 82%.

“Criamos serviços prioritários para dar mais previsibilidade às cadeias produtivas e reduzir o tempo de permanência da carga em solo”, explicou o gestor.

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Courrier internacional

O novo serviço de courrier internacional, previsto para entrar em operação a partir de março de 2026, será voltado especialmente às encomendas de compras online em plataformas como Shopee e Shein.

A expectativa é que a redução dos prazos de entrega melhore a experiência dos consumidores e amplie a competitividade das empresas instaladas na Zona Franca de Manaus, com logística mais rápida e integrada ao modal aéreo.

Os investimentos no terminal de cargas estão inseridos no pacote de obras que a Vinci Airports executa nos sete aeroportos do Bloco Norte — Manaus, Tefé, Tabatinga, Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

Nos últimos três anos, o grupo aplicou cerca de R$ 1,4 bilhão em adequações de infraestrutura, ampliação de áreas, climatização mais eficiente, acessibilidade e oferta de wi-fi gratuito, alinhado ao conceito de “mobilidade positiva” adotado globalmente pela empresa.

Sustentabilidade

Na área ambiental, os aeroportos da região passaram a contar com estruturas voltadas à operação sustentável. Manaus tornou-se a primeira capital do Norte a ter um complexo de sustentabilidade no aeroporto, com central de resíduos e estação de tratamento de efluentes, modelo replicado em outros terminais da rede.

Pietro Aires lembrou que, além das premiações da Anac em sustentabilidade para Manaus, Boa Vista, Porto Velho e Rio Branco, a Vinci Airports recebeu neste ano o Prêmio Jabuti por um projeto desenvolvido em Tabatinga, voltado a comunidades ribeirinhas e indígenas.

Globalmente, a Vinci Airports é hoje a maior operadora privada de aeroportos do mundo, com mais de 70 terminais em mais de 13 países e cerca de 17 mil colaboradores nesta unidade de negócio.

Os aeroportos administrados pelo grupo movimentaram mais de 267 milhões de passageiros. No Brasil, a empresa iniciou sua atuação em Salvador e, há quatro anos, assumiu o Bloco Norte, que inclui os sete aeroportos da Amazônia.

Desde então, as operações na região atendem mais de 3 milhões de passageiros por ano e buscam ampliar a conectividade com novos destinos e melhorias na logística de cargas.

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