terça-feira, 22 de setembro de 2026

Governador do Amazonas lança 21 projetos de créditos de carbono com foco na economia verde

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Governador Wilson Lima discursa na COP30, em Belém, durante o lançamento dos 21 projetos de créditos de carbono do Amazonas
Segundo o governador Wilson Lima, os projetos de créditos de carbono tem potencial de gerar R$ 390 milhões nos próximos 30 anos

O Amazonas deu um passo importante na agenda climática internacional ao lançar, em Belém, 21 projetos de créditos de carbono em unidades de conservação estaduais, com potencial de gerar R$ 390 milhões nos próximos 30 anos. A iniciativa reforça o protagonismo do Estado na transição para uma economia verde e de baixa emissão de carbono, alinhada às metas globais de sustentabilidade.

Os projetos fazem parte do programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), e terão 50% dos recursos revertidos em programas socioambientais, de bioeconomia e transição energética justa. Os outros 50% vão compor o Fundo Estadual de Mudança do Clima, que contará com gestão técnica do Banco Mundial, ampliando a credibilidade e a transparência da operação.

O Parque Estadual Sucunduri, localizado no município de Apuí (AM), será o primeiro a receber o projeto piloto. A região, historicamente afetada pelo desmatamento, passará a ser referência em preservação ambiental e geração de renda sustentável para as comunidades locais.

De acordo com o governo, os 21 projetos aprovados abrangem áreas públicas destinadas à conservação, sem sobreposição a territórios indígenas, e priorizam o desenvolvimento local aliado à conservação da floresta. A expectativa é de que a iniciativa estimule novas parcerias e atraia investimentos nacionais e internacionais em soluções climáticas.

Com a proposta apresentada em plena COP30, o Amazonas reafirma seu papel estratégico como guardiã da floresta e laboratório vivo de inovação ambiental, mostrando que é possível proteger o meio ambiente e gerar oportunidades econômicas para quem vive na Amazônia.

Wilson Lima enfatizou ainda que a criação do mecanismo de créditos de carbono foi feita com segurança jurídica e transparência. “A gente teve um cuidado muito grande de construir um arcabouço legal, com aprovação de leis e publicação de decretos, para que a gente fizesse essa questão do crédito de carbono com toda a segurança. Esse projeto tem o apoio do Banco Mundial, que tem sido um parceiro importante para o desenvolvimento desse mecanismo”, destacou.

O painel contou com a presença de Carlos Aragon, chefe executivo do GCF Task Force; Erwin de Nys, representante do Banco Mundial; Fábio Galindo, CEO da Future Climate; e da secretária executiva de Meio Ambiente do Amazonas, Fabrícia Arruda. A mediação foi conduzida pelo secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

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