O músico britânico Paul McCartney, de 83 anos, conhecido por sua defesa dos direitos dos animais, enviou uma carta ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, pedindo que o cardápio da conferência seja inteiramente vegetariano. A mensagem foi divulgada em parceria com a ONG Peta, que realiza em Belém ações voltadas à conscientização sobre os impactos ambientais do consumo de carne.
Na carta, McCartney compara o consumo de carne em um evento climático à distribuição de cigarros em uma conferência sobre prevenção do câncer. Segundo ele, a pecuária é uma das principais responsáveis pelo desmatamento e pela crise ambiental que ameaça o planeta.
O ex-beatle também destacou que o setor agropecuário responde por cerca de 80% do desmatamento global e pediu coerência entre o discurso climático e as práticas adotadas pela conferência.
Paul McCartney cobra coerência da COP30 e pede cardápio vegetariano
“Peço que o senhor alinhe o cardápio da COP30 à sua missão, tornando-o completamente vegetariano. Isso diminuiria de forma significativa a pegada de carbono e o impacto ambiental do evento, servindo de exemplo para o mundo”, afirmou.
“É apropriado que a COP30 seja realizada em Belém, a porta de entrada para a Amazônia, cuja floresta tropical é frequentemente chamada de pulmão da Terra… Proteger a Amazônia, que sustenta a vida, deve ser uma prioridade máxima para ambientalistas de todas as nacionalidades, por isso fiquei chocado ao saber que apenas 40% dos alimentos servidos na COP30 estão previstos para serem vegetarianos”, escreveu McCartney
Embora tenha elogiado a escolha de Belém — cidade que considera simbólica por ser a porta de entrada da Amazônia —, o músico expressou surpresa ao saber que apenas 40% das refeições previstas para o evento seriam vegetarianas. Para ele, a preservação da floresta deve ser prioridade absoluta para quem defende o meio ambiente.
Vegetariano desde a década de 1970, quando fez essa escolha ao lado de sua esposa Linda McCartney, Paul continua engajado em campanhas pela proteção animal e pela sustentabilidade. Ele encerra o texto reforçando o apelo: “O próprio site da COP30 reconhece que refeições à base de plantas têm uma pegada de carbono muito menor. Por isso, peço que deem o exemplo e tornem o evento totalmente vegetariano.”