quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Câncer de mama: chega ao SUS medicamento que pode reduzir mortalidade em 50%

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(Science photo/ Divulgação)

O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer um novo medicamento para o tratamento do câncer de mama: o Trastuzumabe Entansina, fármaco de última geração que pode reduzir em até 50% a mortalidade da doença.

O Ministério da Saúde recebeu nesta segunda-feira (13/10) o primeiro lote com 11.978 frascos-ampola, marcando o início de uma nova etapa no cuidado com a saúde da mulher no país.

A portaria, que será publicada ainda neste mês, vai permitir que estados e municípios comprem diretamente os medicamentos com recursos federais, acelerando a entrega e melhorando a distribuição dos tratamentos.

Com investimento total de R$ 159,3 milhões, o governo federal prevê a compra de 34,4 mil unidades do medicamento, que atenderão 100% da demanda da rede pública e beneficiarão 1.144 pacientes ainda em 2025.

O cronograma prevê mais três entregas — em dezembro de 2025, março e junho de 2026.

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Avanço no tratamento

O Trastuzumabe Entansina foi incorporado ao SUS em 2022 e é indicado para pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio 3, que permanecem com a doença após a quimioterapia inicial.

O medicamento representa um importante avanço no tratamento de casos mais resistentes, aumentando a sobrevida e reduzindo a reincidência da doença.

Além do impacto clínico, a compra representa eficiência econômica. Segundo o Ministério da Saúde, o governo conseguiu negociar o fornecimento do medicamento com redução de 50% no preço de mercado, o que gera economia de aproximadamente R$ 165,8 milhões aos cofres públicos.

Os lotes serão distribuídos às secretarias estaduais de saúde, responsáveis por repassar o medicamento aos pacientes conforme os protocolos clínicos.

A medida integra o plano do Governo Federal para fortalecer as políticas de saúde da mulher, que também inclui a ampliação da faixa etária para realização de mamografias e ações voltadas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero.

Com o início da distribuição do novo medicamento, o SUS dá um passo significativo no enfrentamento de um dos tipos de câncer que mais afetam mulheres no Brasil, reforçando a importância da ciência, da gestão eficiente e do acesso igualitário à saúde pública.

*Com informações do Ministério da Saúde

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