quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Amazonas bateu recorde em extração vegetal movimentando R$ 376 milhões em 2024

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Açaí (Foto/ Divulgação)

O Amazonas registrou em 2024 o maior faturamento de sua história com a extração vegetal: R$ 376,1 milhões, segundo o IBGE. É o maior resultado em 39 anos de pesquisa.

No ranking nacional, o estado ficou em quinto lugar, atrás de Pará, Mato Grosso, Rondônia e Bahia. A participação amazonense representa 5,3% de todo o comércio brasileiro de produtos da extração vegetal, que somou R$ 7,03 bilhões, e 10,3% do total da Região Norte, avaliado em R$ 3,6 bilhões.

O levantamento do IBGE cobre 37 produtos do extrativismo vegetal e sete da silvicultura. Os números ajudam a mapear tendências, orientar políticas públicas e reforçar a importância econômica da floresta amazônica para o Brasil.

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Açaí, madeira e castanha se destacam

O açaí liderou a lista de produtos mais valiosos, com R$ 141,6 milhões, seguido da madeira em tora (R$ 129,3 milhões) e da castanha-da-Amazônia (R$ 45,4 milhões).

O estado produziu 143,8 mil toneladas de açaí, sendo 52,5 mil obtidas de forma extrativa e 91,3 mil em lavouras permanentes. Enquanto a produção cultivada caiu, a extrativa aumentou.

Codajás liderou a extração com 13 mil toneladas e R$ 32,5 milhões em valor, seguido por Humaitá e Manicoré.

A castanha-da-Amazônia alcançou 11,5 mil toneladas, com Tapauá na frente tanto em volume quanto em valor, seguido de Tefé e Humaitá. No total, 52 municípios participaram da produção.

Na madeira em tora, a extração somou 817 mil m³, colocando o Amazonas em quinto lugar nacional. Itapiranga, Lábrea e Manicoré puxaram a produção, com Lábrea liderando em valor (R$ 24,9 milhões). A lenha também teve destaque, com 410 mil m³, sob liderança de Tapauá e Manicoré.

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