A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a transferência do controle da Amazonas Energia para a Âmbar, empresa do Grupo J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista.
O acordo prevê um aporte de R$ 9,85 bilhões, valor que será utilizado para a reestruturação financeira da distribuidora e para a amortização de dívidas estimadas em cerca de R$ 12 bilhões.
Com a decisão, a Âmbar passa a assumir sua primeira distribuidora de energia, ampliando sua presença no setor elétrico após já ter adquirido usinas de gás da Eletrobras no Amazonas.
A estratégia do grupo é promover um choque de gestão para recuperar a saúde financeira da companhia e melhorar os índices operacionais.
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Desafios e metas de longo prazo
O plano de transferência ainda depende de homologação pela Justiça, já que a negociação foi judicializada pela Amazonas Energia. Atualmente, a empresa é controlada pela Oliveira Energia, que enfrenta sérias dificuldades financeiras desde a privatização em 2018.
A Aneel flexibilizou os prazos para que a Âmbar atinja três parâmetros regulatórios críticos: redução de perdas não técnicas (os chamados “gatos”), diminuição da inadimplência e corte de custos operacionais. A empresa terá 15 anos para cumprir essas metas, que representam os principais desafios da nova gestão.
Além disso, a distribuidora enfrenta obstáculos logísticos no Amazonas, onde a baixa densidade populacional e as longas distâncias encarecem o fornecimento de energia. Para se ter ideia, apenas 2% dos consumidores vivem em áreas que ocupam 18% do território do estado.
A Âmbar não descarta ampliar sua atuação e já se movimenta para adquirir outras distribuidoras no país, sinalizando uma estratégia agressiva de crescimento no setor elétrico.
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