A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) sediará, nos dias 19 e 20 de agosto, o encontro preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).
O objetivo é entregar ao presidente da conferência no Brasil, embaixador André Aranha Corrêa Lago, um documento com contribuições da comunidade acadêmica e científica da Amazônia para as metas climáticas nacionais.
Realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o encontro ocorrerá no setor Sul do campus sede da Ufam, em Manaus.
A iniciativa reúne instituições de ensino superior, pesquisa e inovação com atuação na Amazônia, buscando alinhar ciência, tecnologia e conhecimentos tradicionais às estratégias de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), adaptação e mitigação climática.
Eixos temáticos e foco amazônico
As propostas seguem os seis eixos definidos na COP29, que servirão de base para a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira para o período 2025-2035: transição energética, gestão sustentável de florestas e biodiversidade, transformação da agricultura e sistemas alimentares, resiliência em cidades e infraestrutura, desenvolvimento humano e social, e objetivos transversais como financiamento e capacitação.
Segundo o professor André Mendonça, diretor do Centro de Ciências do Ambiente da Ufam, levantamento recente identificou maior concentração de projetos nos eixos de gestão sustentável de florestas, resiliência urbana e promoção do desenvolvimento humano. “Apenas o levantamento voluntário de projetos com a comunidade acadêmica identificou ações em todos os 30 objetivos da COP30”, afirmou.
A organização do encontro envolve entidades como o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Andifes/Norte, Conif/Norte, Embrapa, Instituto Evandro Chagas, Museu Paraense Emílio Goeldi, Rede de Universidades Estaduais da Amazônia Legal e universidades federais do Amazonas e do Pará.
Protagonismo da Ufam
Com mais de 27 mil estudantes e presença em seis municípios, a Ufam consolidou dezenas de iniciativas sobre mudanças climáticas, da pesquisa básica à extensão.
Os projetos abrangem desde conservação de ecossistemas e bioeconomia até governança e capacitação para ação climática, reforçando o papel da Amazônia como ativo estratégico nas metas de redução de GEE do Brasil — de 59% a 67% até 2035, em relação aos níveis de 2005.
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