quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Vanessa Grazziotin é escolhida para conselho da COP30 que vai debater adaptação climática

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Vanessa Grazziotin, diretora da OTCA e ex-deputada federal, participará do conselho da COP30 em Belém (PA)
Vanessa Grazziotin fará parte do grupo que definirá indicadores globais de adaptação climática na COP30, em Belém.(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A ex-deputada federal do Amazonas e atual diretora-executiva da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Vanessa Grazziotin, foi anunciada nesta terça-feira (5) como uma das integrantes do novo conselho de adaptação às mudanças climáticas da COP30. A conferência ocorrerá em novembro, em Belém (PA).

O anúncio foi feito pelo presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o embaixador André Corrêa do Lago, durante participação em um evento do Insper, por videoconferência.

Segundo ele, o conselho será responsável por promover o diálogo com a sociedade civil e autoridades locais sobre estratégias de adaptação às mudanças do clima – um dos principais temas da conferência deste ano. “O conselho de adaptação para a COP30 inclui várias personalidades brasileiras que vão nos apoiar nesse diálogo”, afirmou.

Conselho da COP30 terá Vanessa Grazziotin na discussão sobre adaptação ao clima

Além de Vanessa Grazziotin, integram o grupo nomes como a secretária-executiva para América do Sul no ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), Jussara Carvalho; o cientista peruano José Marengo; e a ex-presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

Corrêa do Lago ressaltou que a COP30 deve estabelecer um guia internacional com cerca de 100 indicadores para orientar as ações de adaptação climática. “Depois de Belém, a adaptação vai ter um guia, vai ter tipo um mapa do caminho das principais preocupações que os 196 países que participam da negociação concordam que são prioritários”, explicou.

O embaixador também comentou os esforços do governo brasileiro para evitar que os altos preços da hospedagem em Belém limitem a participação de delegações. “Se nós não tivermos todas as delegações em Belém, você pode ter um questionamento sobre a legitimidade do que nós negociamos”, alertou.

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