quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Estados Unidos impõem tarifaço ao Brasil e sanções a Alexandre de Moraes no mesmo dia

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Os Estados Unidos emitiram nesta quarta-feira (30/07) dois golpes diplomáticos contra o Brasil: o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros e a inclusão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, na Lei Magnitsky, usada para sancionar autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos.

A ofensiva, liderada pelo presidente Donald Trump, marca um novo nível de tensão entre os dois países, com implicações comerciais e políticas.

Tarifa sobe para 50% sobre produtos do Brasil

Trump assinou um decreto que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a alíquota total para 50%. Os efeitos da tarifa entrarão em vigor daqui a 7 dias.

A decisão, segundo comunicado da Casa Branca, responde a ações do governo brasileiro que representariam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à economia e à política externa dos EUA.

O texto cita perseguições políticas e censura contra opositores do governo Lula e menciona diretamente o ministro Alexandre de Moraes como figura central nesse contexto.

O documento também aponta restrições a empresas americanas no Brasil, multas e ameaças judiciais contra executivos, além do caso do blogueiro Paulo Figueiredo, residente nos EUA, como exemplo de violação à liberdade de expressão.

Trump já havia ordenado a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados e familiares, por supostas violações de direitos humanos e repressão à liberdade de expressão.

Moraes entra na lista da Lei Magnitsky

No mesmo dia, o Tesouro dos EUA anunciou sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.

A norma permite bloqueio de bens, suspensão de contas bancárias e cancelamento de vistos para estrangeiros acusados de violações graves, como prisões arbitrárias, tortura e censura.

Segundo o comunicado, Moraes teria usado sua posição para promover detenções preventivas sem respaldo legal e perseguir opositores, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governo americano afirma que ele lidera uma “caça às bruxas” que atinge também empresas e cidadãos norte-americanos.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que o ministro é responsável por uma campanha opressiva de censura e violações de direitos fundamentais.

Já o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que “togas judiciais não podem proteger quem atropela direitos”.

A decisão complementa a revogação do visto de Moraes, anunciada em 18 de julho, e agora impede qualquer transação financeira em solo americano ou com empresas ligadas ao sistema financeiro dos EUA, inclusive no Brasil.

Confira na íntegra os dois comunicados oficiais publicados pelo governo dos EUA:

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