quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Disputa digital: Governo Lula vence bolsonaristas nas redes sobre tarifa de Trump

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Na simulação de um 2º turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria com 52% dos votos e Bolsonaro ficaria com 39% (Foto: Reprodução)

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% a produtos brasileiros movimentou as redes sociais e abriu um novo embate político no ambiente digital.

Dados de institutos especializados mostram que, ao menos neste primeiro momento, o governo Lula saiu na frente, dominando o debate e mobilizando mais interações que a oposição.

Levantamento da Escola de Comunicação da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou que, entre a noite de quarta-feira (9/7) e a manhã de quinta (10/7), mais de 1 milhão de postagens mencionaram o tema nas principais plataformas.

No Instagram, a palavra “soberano” foi uma das mais usadas e refletiu a principal linha de defesa adotada por Lula e seus aliados: a de que o Brasil deve manter sua soberania frente ao protecionismo norte-americano.

A publicação em que o presidente Lula sinaliza que pode adotar medidas de retaliação ao tarifaço foi a quinta mais impactante na rede, com 770 mil interações.

Já a postagem do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o tema, que trazia apenas um versículo bíblico, alcançou 240 mil interações.

A análise da FGV mostra que o discurso governista encontrou eco em parte do centro político, reforçando a defesa de uma postura firme diante dos Estados Unidos.

Um segundo estudo, da consultoria Arquimedes, apontou que 54,5% das menções nas redes foram impulsionadas por perfis alinhados a Lula, enquanto 45,5% vieram de opositores.

A estratégia do governo foi transformar a crise internacional em oportunidade política, apresentando-se como defensor da economia e da soberania nacional. Segundo ele, a tática funcionou: o governo ocupou o centro da narrativa, enquanto a oposição se dividiu.

O debate também impactou diretamente o perfil oficial de Trump no Instagram, que chegou a restringir os comentários após uma onda de críticas feitas por brasileiros.

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