quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Reajustes podem elevar em até 20% os preços nos restaurantes

Aumentos nos preços dos alimentos, combustíveis, energia elétrica e gás incidem diretamente nos custos dos serviços. Setor tenta manter atividades em meio a prejuízos.
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Renda individual dos mais pobres despencou e limitou acesso às refeições (Foto: Reprodução)

Os constantes aumentos no preço do gás de cozinha, dos combustíveis, da energia elétrica e dos alimentos, geraram, simultaneamente, a elevação nos valores cobrados pelos restaurantes. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Amazonas (Abrasel-AM), nos últimos meses os itens dos cardápios ficaram até 20% mais caros.

De acordo com o presidente da Abrasel, Fábio Cunha, em meio à série de aumentos, é inevitável que os reajustes não sejam repassados ao consumidor.

“Os aumentos ocorrem em cadeia. Além de maior despesa com energia elétrica e gás, os preços dos insumos dispararam. Tudo isso incide no preço do que é comercializado e o empresário se vê obrigado a elevar os valores no cardápio. Desde a retomada das atividades os valores oneraram em aproximadamente 20% em relação ao valor comercializado anteriormente”, informou.

Cenário negativo para os restaurantes

O presidente em exercício da Abrasel-AM, Jean Fabrízio, comenta que os reajustes agravam o cenário negativo vivenciado pelo segmento. Ele considera que a alternativa para a possível recuperação do setor seria a permissão para que os bares e restaurantes voltem a atuar com atendimento à totalidade da capacidade de cada local.

“Precisamos que o governo do estado repense e libere o setor para atuar com atendimento à capacidade total dos estabelecimentos. Muitas empresas fecharam e poderão ocorrer novos encerramentos, caso as restrições permaneçam. É um momento em que as empresas tentam sobreviver, acumulam dívidas de financiamentos”, considera o empresário.

Texto: Priscila Caldas

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