Os constantes aumentos no preço do gás de cozinha, dos combustíveis, da energia elétrica e dos alimentos, geraram, simultaneamente, a elevação nos valores cobrados pelos restaurantes. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Amazonas (Abrasel-AM), nos últimos meses os itens dos cardápios ficaram até 20% mais caros.
De acordo com o presidente da Abrasel, Fábio Cunha, em meio à série de aumentos, é inevitável que os reajustes não sejam repassados ao consumidor.
“Os aumentos ocorrem em cadeia. Além de maior despesa com energia elétrica e gás, os preços dos insumos dispararam. Tudo isso incide no preço do que é comercializado e o empresário se vê obrigado a elevar os valores no cardápio. Desde a retomada das atividades os valores oneraram em aproximadamente 20% em relação ao valor comercializado anteriormente”, informou.
Cenário negativo para os restaurantes
O presidente em exercício da Abrasel-AM, Jean Fabrízio, comenta que os reajustes agravam o cenário negativo vivenciado pelo segmento. Ele considera que a alternativa para a possível recuperação do setor seria a permissão para que os bares e restaurantes voltem a atuar com atendimento à totalidade da capacidade de cada local.
“Precisamos que o governo do estado repense e libere o setor para atuar com atendimento à capacidade total dos estabelecimentos. Muitas empresas fecharam e poderão ocorrer novos encerramentos, caso as restrições permaneçam. É um momento em que as empresas tentam sobreviver, acumulam dívidas de financiamentos”, considera o empresário.
Texto: Priscila Caldas
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