quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Símbolo do folclore indígena, Curupira é escolhido como o mascote oficial da COP30

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Foto: divulgação

O Governo Federal confirmou que o Curupira será o mascote oficial da COP30, a Conferência do Clima das Nações Unidas, que será realizada em novembro deste ano, em Belém (PA).

O desenho é símbolo do folclore indígena e será usado para reforçar a centralidade das florestas na agenda climática liderada pelo Brasil.

Em carta enviada à comunidade internacional, o embaixador André Corrêa do Lago, que preside a COP30, afirmou que as florestas serão um “tópico central” do encontro e reforçou a importância de dar visibilidade aos símbolos da biodiversidade e da cultura amazônica.

A ideia do governo é usar o mascote tanto para divulgação internacional do evento, quanto em materiais institucionais da conferência, que está sob presidência brasileira.

Figura mítica da cultura nacional

O Curupira é conhecido por ser o “guardião das florestas e dos animais” e assusta somente os caçadores que destroem a floresta, não aqueles que caçam ou usam os recursos da mata para se abrigar, matar a fome ou sede.

Segundo a lenda, ele tem os pés virados para trás, o que lhe permite despistar caçadores e proteger a mata contra a ação de invasores e destruidores da natureza.

A origem do mito está nas tradições indígenas, especialmente da região Norte do país.

O costume pegou e até hoje é comum seringueiros, entre outros extrativistas, oferecerem comida, bebida ou objetos ao curupira quando adentram a floresta.

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