quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Aleam concede 28 autorizações de viagens no recesso parlamentar

Após o início do recesso parlamentar a Aleam autorizou o pagamento de viagens e diárias para servidores da Casa. Destinos no Sul e Sudeste e Tabatinga foram os preferidos.
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A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) entrou em recesso no último dia 14, quando os deputados votaram e aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias e, desde então, o Diário Oficial do Legislativo teve cinco edições publicadas com 28 portarias autorizando o pagamento de diárias e viagens a servidores deslocados para lugares como Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão e municípios do interior, como Tabatinga, Manicoré e Tefé.

Quem teve a autorização para ir mais longe “no pacote de turismo” da Aleam durante o recesso foi a servidora Daniele Pinheiro de Souza, que viajaria no trecho Manaus-Curitiba-Porto Alegre-Manaus.

Em consulta a um site de venda de passagens este “pequeno tour” pela região Sul custaria em torno de R$ 6 mil só com passagens aéreas. Na portaria de autorização é informado que a servidora cumpriria agenda na capital paranaense, no município gaúcho de Gravataí e em Porto Alegre para, em seguida, retornar a Manaus.

Recesso no RJ e SP

Para o Rio de Janeiro a Assembleia Legislativa autorizou a ida de dois servidores: Elvys Damasceno e Raimundo Nonato Pinheiro. Cada passagem Manaus-Rio-Manaus custa em torno de R$ 3 mil.

Também para a região Sudeste teve a viagem autorizada o servidor Wilson da Silva Alves, cujo destino foi São Paulo (R$ 4 mil em média ida e volta com tarifa normal). Já Redvaldo Bezerra foi para Brasília (R$ 4 mil).

Capitais do Norte e do Nordeste também estão no “roteiro de viagens” autorizadas para servidores durante este recesso parlamentar da Aleam. Para Boa Vista foi a servidora Kaynanda Porto da Silva (R$ 640 ida e volta por via rodoviária ou R$ 4 mil via aérea com conexão em Santarém-PA). Já para São Luís (MA) foi o servidor Sthanley Robson Santos de Bastos (R$ 3,1 mil).

No interior

Dentro do Amazonas, o destino mais comum dos servidores no recesso foi o município de Tabatinga, na região do Alto Solimões.

Para lá foram diversos funcionários, que depois seguiram para os demais municípios da região. Foi o caso de Marcos Jean da Silva Bareto e Samuel Silva da Costa. As portarias que autorizavam as viagens deles informava que ambos passariam por sete municípios desta região (Tabatinga, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Amaturá, Tonantins, Jutaí e Fonte Boa) e retornariam por Tefé, já no Médio Solimões.

Uma passagem aérea Manaus- Tabatinga custa, em média, R$ 2 mil enquanto um retorno por Tefé para Manaus sai por R$ 1,5 mil. Não foi possível estimar o custo de viagens fluviais entre estes municípios.

Também foram para Tabatinga os servidores Drey Mário Lago da Costa e Paulo Jorge Ferraz de Lima, também com retorno por Tefé, mas sem passar pelos demais municípios do Alto Solimões.

Os servidores Matheus Augusto Magalhães e Ricardo Soares Moreira foram para Manicoré, na região do alto rio Madeira. Ricardo teve ainda uma segunda viagem para a região autorizada pela Aleam, mas esta com uma “esticadinha” em Humaitá.

Para o município mais rico do interior, Coari, no Médio Solimões, foram deslocados três servidores: Jéssica Leitão Trajano, Marilene Andrade Maciel e Maria Dizioneide Cunha.

Para o terceiro mais populoso município do Estado, Itacoatiara, no Médio Amazonas, viajaram os servidores Ricardo Santos Machado, Jose de Castro Barbosa e Joelma Farias Muniz.

Um dos principais polos do agronegócio do Estado, Autazes, na Região Metropolitana de Manaus, recebeu dois servidores da Aleam em serviço: Igor Dante Pantoja e Matheus Augusto Magalhães. Este último teve mais duas viagens autorizadas pela Casa: uma para Maués, na região do Baixo Amazonas, e outra para Novo Aripuanã, no Médio Madeira, além da já citada viagem para Manicoré.

Por fim, a Aleam também autorizou ainda a viagem do servidor Amaril da Silva Pereira para Tefé, no Médio Solimões.

A Aleam informou ao RealTime1 que viagens de servidores no recesso são, geralmente, para acompanhar trabalhos que os parlamentares desenvolvem nas bases eleitorais dele e, por isso, são cobertas com recursos da Casa, bem como as diárias, que podem variar de R$ 512,89, para servidores do baixo escalão, até R$ 1.026,40 reservados ao presidente da Aleam, Roberto Cidade (PV).

Texto: Gerson Severo Dantas

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