quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Crises e automatização motivaram queda de empregos na indústria do AM

Demanda crescente por modernização dos processos exige maior qualificação profissional, impactando cada vez mais o indicador 'emprego da mão-de-obra'.
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demissões emprego

Crise econômica e a informatização de processos nas fabricantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) foram citadas pelos representantes da indústria como fatores determinantes para a redução de 47,1% dos postos de trabalho no setor fabril entre os anos de 2013 e 2019, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, lembra que no período dos seis anos analisados pelo IBGE, o país enfrentou duas crises econômicas, o que, segundo ele, resultou na retratação no número de postos de trabalho no polo industrial.

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Outro fator citado pelo empresário, foi o avanço tecnológico vivenciado nos últimos anos pelas fabricantes, demandado pela indústria 4.0. Ele adianta que a informatização dos processos exige qualificação da mão-de-obra, o que inevitavelmente impactará a cada dia mais no indicador ‘emprego’.

“Vivenciamos um momento de transformação dentro da indústria. Cada vez mais os processos passam a ser informatizados e automatizados, buscando sempre a otimização dos recursos e aperfeiçoamento das linhas”, disse.

“Dificilmente alcançaremos o mesmo patamar (de empregos) de 2013. A indústria tem se adequado ao que há de mais moderno a nível mundial. Estamos em um processo de qualificação da mão de obra, o qual, inevitavelmente, impacta nesse indicador”, completou.

Contratações em alta

De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, os números divulgados pelo IBGE correspondem ao cenário vivenciado nos anos analisados. Mas, ele afirma que desde o último ano os números de contratações cresceram e atualmente ultrapassam 102 mil postos de trabalho.

“Enfrentamos mudanças no cenário econômico do país. Passamos por uma transição política expressiva, com elevado nível de desemprego, o que reduz o consumo. Esses fatores, somados à inovação tecnológica dos produtos, que têm cada vez mais atividades automatizadas, redunda nesse número de empregos”, disse Périco.

Sobre a pesquisa

Conforme a Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA – Empresa) divulgada pelo IBGE, na quarta-feira (21), o número de profissionais ocupados na indústria amazonense caiu de 139.027 em 2013, período em que o setor mais empregou pessoas no estado, para 94.505 em 2019. O resultado representa uma queda de 47,1% em seis anos.

Texto: Priscila Caldas

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