quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Congresso derruba aumento do IOF com amplo apoio da bancada do Amazonas

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Davi Alcolumbre e Hugo Motta (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A maioria dos deputados federais do Amazonas votou contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) proposto pelo governo federal.

Dos oito parlamentares amazonenses, sete foram favoráveis à derrubada do decreto do presidente Lula, em uma votação que representou uma dura derrota para o Executivo.

A medida foi analisada pela Câmara dos Deputados em uma sessão semipresencial e com pouco movimento no plenário. O projeto de decreto legislativo foi aprovado com ampla margem: 383 votos a favor e 98 contrários.

Como o texto não depende de sanção presidencial, seguiu para o Senado, onde também foi aprovado de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.

Da bancada do Amazonas, os votos a favor da revogação do aumento do IOF vieram de Amom Mandel (Cidadania), Capitão Alberto Neto (PL), Adail Filho (Republicanos), Silas Câmara (Republicanos), Fausto Júnior (União Brasil), Pauderney Avelino (União Brasil) e Sidney Leite (PSD).

O único deputado da bancada que não participou da votação foi Átila Lins (PSD).

No Senado, apesar da votação nominal não registrar como cada parlamentar votou, os três senadores do Amazonas já haviam se posicionado publicamente a favor da derrubada do IOF.

A proposta do governo previa elevar a cobrança do IOF em operações de crédito, câmbio, seguros e alguns investimentos, principalmente os empresariais. Algumas dessas mudanças foram parcialmente revertidas ainda antes da votação, após críticas do Congresso.

No caso do crédito para empresas, por exemplo, a alíquota havia sido aumentada de 0,38% para 0,95%, mas voltou ao valor anterior. No chamado “risco sacado”, a alíquota fixa foi retirada, mantendo-se apenas a diária.

No VGBL (tipo de previdência), o IOF passou a incidir apenas em aplicações acima de R$ 300 mil — e, a partir de 2026, acima de R$ 600 mil. Já sobre fundos e investimentos externos, o governo recuou totalmente, mantendo a alíquota zero.

Com a revogação aprovada, a equipe econômica do governo terá de encontrar outras formas de compensar uma perda estimada em R$ 10 bilhões neste ano.

A votação, com apoio expressivo até de partidos aliados ao Planalto, revelou resistência à proposta mesmo entre a base governista.

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