Com apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e do Ministério da Fazenda, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, está finalizando um portfólio de projetos sustentáveis para apresentar durante a COP 30, em novembro, em Belém.
O material reunirá iniciativas alinhadas à economia verde e ao Plano de Transformação Ecológica, com o objetivo de atrair investidores e mobilizar mecanismos de financiamento climático.
Segundo o secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, o grupo está mapeando milhares de iniciativas nas áreas de bioeconomia, soluções baseadas na natureza, mobilidade sustentável, indústria de baixo carbono e energias renováveis.
A seleção dará prioridade a projetos com maior potencial de remoção de carbono da atmosfera e de geração de empregos qualificados.
A proposta inclui ainda a identificação de padrões de desenvolvimento por bioma e região, além de indicadores de impacto social, como empregabilidade com recortes por raça e gênero e grau de adensamento tecnológico.
A meta é acelerar a triagem de projetos estratégicos e facilitar sua apresentação a investidores nacionais e internacionais.
Reunião em julho definirá valor estimado dos aportes
No próximo dia 10 de julho, uma reunião entre integrantes do Conselhão e representantes do governo federal irá validar o portfólio e estimar o valor total dos investimentos previstos.
Em agosto, um relatório preliminar será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a reunião do Conselhão, como preparação para a apresentação final na COP 30, em novembro.
A articulação com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e com o Ministério da Fazenda busca dar visibilidade aos investimentos e empregos que já estão sendo gerados no país por meio da Transformação Ecológica.
O plano é demonstrar que o Brasil já possui um conjunto estruturado de ações sustentáveis e que novas oportunidades estão disponíveis para capital nacional e estrangeiro.
Com esse portfólio, o governo pretende transformar a COP 30 em uma vitrine de implementação concreta de políticas ambientais, em contraste com edições anteriores marcadas por negociações sem garantias de financiamento.
Leia mais: