quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Energia solar pode cortar em 44% custo da luz em comunidades isoladas da Amazônia

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(Foto: divulgação)

Às vésperas da COP30, estudo revela que a substituição de motores a diesel por painéis solares pode reduzir em até 44% o custo da energia em comunidades isoladas da Amazônia, onde quase 4 milhões ainda vivem desconectadas do Sistema Interligado Nacional (SIN), segundo estudo da Envol Energy Consulting.

No Sistema Isolado (Sisol), que abrange 175 municípios da Região Norte, incluindo os estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e Parám, apenas 12% da energia é renovável, muito abaixo dos 87% do SIN.

Essa dependência de combustíveis fósseis eleva as tarifas: o Pará, por exemplo, registra uma tarifa 28% acima da média nacional.

No Amazonas, o impacto é significativo, pois cerca de 35% da população vivem em áreas isoladas, longe das linhas de transmissão.

Essas famílias enfrentam custos altíssimos, a conta de energia pode chegar a R$ 4.350 por morador ao ano, valor equivalente a quase três salários mínimos.

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O estudo destaca ainda que 2,7 milhões de pessoas, mais que a população de Belo Horizonte, vivem em sistemas isolados atendidos por distribuidoras via térmicas movidas a diesel.

Além disso, cerca de 1 milhão ainda não tem acesso formal à eletricidade, vivendo em condições precárias e muitas vezes invisíveis até para o sistema de proteção social, sem cadastro no CadÚnico.

Para essas populações, a conta de combustível para os geradores é exorbitante, chegando a R$ 900 por mês para famílias que precisam manter motores ligados por 6 a 8 horas diárias.

Isso limita a conservação de alimentos, o acesso à comunicação e a criação de um ambiente adequado para os estudos, perpetuando desigualdades e atrasos tecnológicos.

Além dos impactos socioeconômicos, o estudo aponta que o maior obstáculo para a universalização da energia na Região Norte é a falta de coordenação entre projetos existentes. Muitas iniciativas são pontuais e carecem de visão integrada, dificultando a conexão de localidades remotas.

O prazo para eletrificação total estabelecido pelo governo é dezembro de 2028, mas na velocidade atual, cerca de 118 municípios, abrigando 2 milhões de pessoas, continuarão sem energia adequada.

Confira o estudo na íntegra:

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