quinta-feira, 24 de setembro de 2026

CNI aponta desafios enfrentados pelo Brasil no Ranking de Competitividade 2023-2024

COMPARTILHE
(Foto: divulgação)

De acordo com o estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Ranking Competitividade Brasil (2023-2024, analisou a performance de 18 países, e revela que o Brasil apresenta sérias dificuldades em fatores como ambiente econômico, desenvolvimento humano e educação.

A pesquisa, que avalia a competitividade das economias globais em produtos industriais semelhantes, aponta para a necessidade de melhorias em áreas chave, como a redução da complexidade tributária, a promoção de investimentos em infraestrutura e a evolução dos indicadores educacionais e trabalhistas.

Fonte: CNI.

“O caminho é desafiador e inclui a necessidade de recuperação de problemas trazidos pela pandemia e pela guerra, a redução do Custo Brasil, como também o aumento da produtividade e da inovação em todas as camadas da economia”, destaca Ricardo Alban.

A CNI publica o Ranking de Competitividade Brasil desde 2010, e nesta última edição, a Confederação implementou mudanças metodológicas significativas, com a redefinição dos países comparados ao Brasil.

Anteriormente, a seleção de nações considerava aspectos como nível de desenvolvimento, tamanho regional e inserção internacional semelhantes ao Brasil.

No entanto, o Ranking Competitividade Brasil (2023-2024) foca agora nas economias que apresentam uma cesta de produção mais próxima à do Brasil, além de estarem presentes nos mesmos mercados de importação e exportação.

Essa mudança proporciona uma comparação mais precisa, levando em consideração as características econômicas e as dinâmicas de comércio internacional mais próximas da realidade brasileira.

Desafios no setor de educação e desenvolvimento humano

O Brasil ocupou o último lugar nos indicadores de desenvolvimento humano e trabalho, que incluem aspectos como relações de trabalho, saúde e segurança e diversidade e inclusão.

O país também enfrentou dificuldades em termos de educação, especialmente pela baixa adesão ao ensino técnico e a formação insuficiente de profissionais nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia (STEM).

Esses resultados refletem a necessidade urgente de reformulação das políticas educacionais para melhorar a qualificação da força de trabalho brasileira e a redução das desigualdades.

O impacto da infraestrutura e da inovação

No ranking de infraestrutura, o Brasil também apresentou resultados insatisfatórios, com uma 15ª posição. O país enfrenta problemas na qualidade das rodovias, eficiência nos portos e infraestrutura digital e urbana, prejudicando sua competitividade no mercado global.

Além disso, apesar dos avanços em inovação e tecnologia, o Brasil ainda precisa aumentar a produtividade nas empresas e investir em pesquisa e desenvolvimento para melhorar sua posição nesse índice.

*Com informações da Agência de Notícias da Indústria

Leia Mais

COMPARTILHE