quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Rosa Weber autoriza investigação de Bolsonaro por prevaricação

O presidente Jair Bolsonaro teria deixado de denuniar as suspeitas sobre o contrato para compra da Covaxin, conforme depoimento do deputado Luís Miranda.
COMPARTILHE

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber autorizou, na noite desta sexta-feira (02), a investigação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por prevaricação, após o depoimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF) indicar supostas irregularidades no contrato de compra da vacina contra a covid-19 Covaxin.

A abertura do inquérito atende ao pedido feito nesta sexta-feira (02) pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após a intimações pela ministra do STF que pediu para que o órgão voltasse a se manifestar sobre a notícia-crime protocolada no órgão pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jorge Kajuru (Podemos-GO) e Fabio Contarato (Rede-ES).

A ministra autorizou a PF (Polícia Federal) a colher o depoimento do presidente, além de realizar outras diligências que “entenda pertinentes ao esclarecimento dos fatos sob apuração”. Ao autorizar o inquérito, Rosa Weber decidiu que ficará com a relatoria e determinou um prazo de 90 dias para a investigação.

“A hipótese criminal aventada envolve a suspeita de prática, pelo Chefe do Poder Executivo da União, de crime funcional contra a Administração Pública, consistente no possível retardamento indevido de ato de ofício, para efeito de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, a sugerir o enquadramento dessa eventual conduta no tipo penal descrito no art. 319 do CP (Código Penal)”, argumentou a Rosa Weber.

Com informações da UOL

Leia mais:

COMPARTILHE