O deputado estadual Fausto Júnior (MDB) se complicou, nesta terça-feira (29), ao responder o porquê de não propor o indiciamento do governador Wilson Lima (PSC) ao final da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde, realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Vários senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid questionaram essa falha, mas o parlamentar não conseguiu apontar uma razão lógica, uma vez que 17 pessoas tiveram o indiciamento sugerido.
O senador Otto Alencar (PSD/BA) considerou um “jeitinho” o fato do relatório jogar para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a responsabilidade pelo indiciamento do governador.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP) tentou ser didático elencando os passos tomados pela CPI do Amazonas e refez a pergunta sobre os motivos que levaram a CPI a não indiciar Wilson Lima. Mais uma vez Fausto não soube responder e irritou os senadores.
Diante de questões sobre a crise do oxigênio em Manaus, ocorrida em janeiro, Fausto Júnior tentou colocar que a presença dele ali era para falar do trabalho da CPI, que encerrou em setembro.
O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), não “engoliu” a resposta e cobrou o fato dele ser deputado estadual, portanto fiscal do governo e assim tinha o dever de saber o que se passava no Amazonas.
O senador Eduardo Braga (MDB) tentou ajudar o correligionário que depõe sob juramento, portanto não poderia mentir. Braga lembrou que Fausto foi convocado na condição de relator da CPI da Saúde, que encerrou em setembro e, portanto, os senadores não poderiam cobrar-lhe detalhes sobre a crise de janeiro.
Da Redação
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