quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dono da Precisa já havia enganado Ministério da Saúde em 2018

A revelação é do chefe da Divisão de Importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Fernandes Miranda, ao prestar depoimento à CPI da Covid no Senado.
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A revelação de que a empresa Global Saúde é a proprietária da Precisa Medicamentos, que negociou a venda de 20 milhões de doses da Covaxin para o Governo Nacional, causou temor entre servidores do Ministério da Saúde, em função da Global ter recebido R$ 20 milhões por medicamentos que não foram entregues em 2018 na gestão do hoje deputado federal Ricardo Barros (PP/PR), hoje líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara Federal.

A revelação é do chefe da Divisão de Importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Fernandes Miranda, que presta depoimento neste momento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid do Senado Federal.

Outro motivo de temor é que em 2020 a mesma Global estava envolvida em um negócio nebuloso de venda de testes para Covid adquiridos, mas não entregues, ao governo do Distrito Federal.

Covaxin

A compra da Covaxin foi acertada entre o ministério e a Precisa Medicamento no dia 25 de fevereiro e previa o pagamento de R$ 1,6 bilhão, com cada dose saindo por R$ 80,00.

A confusão que envolve Luís Ricardo começa em 18 de maio, quando uma terceira empresa, a Madson, cujos donos são os mesmos da Global, encaminha a divisão dele uma invoice (nota fiscal internacional) que precisava ser assinada por ele para dar seguimento ao pagamento. Luís Ricardo detectou erros na invoice, que foi refeita duas outras vezes, mas seguiu com problemas.

Como Luís Ricardo se recusava a assinar as invoices, passou a receber pressões de superiores diretos, como o tenente-coronel Alex Lial Marinho e possivelmente até do então secretário-executivo do ministério Élcio Franco.

Mais informações em instantes.

Texto: Da Redação

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