Depois da divulgação da pesquisa que mostra 62% de rejeiçao dos eleitores a uma possível reeleição do presidente Bolsonaro (sem partido), o Ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nesta sexta-feira (25), que vai extender o pagamento do Auxílio Emergencial por mais três meses. De acordo com Guedes, o benefício, que estava previsto para terminar no próximo dia 31 de julho, será renovado até o fim de outubro.
A declaração foi dada durante audiência realizada na Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal. O ministro explicou que o novo prazo leva em consideração o ritmo de vacinação nos estados.
“Outubro é o mês em que todos os governadores estão dizendo que terão vacinado toda a população adulta. Alguns estados, inclusive, estão anunciando para o final de agosto, início de setembro [a vacinação de toda a populçação adulta]. Então estamos, de novo, com a perspectiva de controle da epidemia”, declarou Guedes.
Apesar de apontar perspectivas positivas com relação ao controle da pandemia nos próximos meses, o titular da Economia não descartou possíveis novas extensões para o Auxílio Emergencial.
“Quem dirige o Auxílio Emergencial não é a economia e não é, sequer, a política. Quem dirige o Auxílio Emergencial é a pandemia. Se a pandemia continuasse fora de controle em setembro, outubro e novembro, vamor ter que renovar de novo. Mas essa não é a expectativa no momento. A expectativa do momento é que, nas palavras do Ministro [da Saúde, Marcelo] Queiroga, nós estaríamos em um ambiente de controle da pandemia”, explicou.
Ainda segundo Paulo Guedes, com o fim da concessão do Auxílio Emergencial, o calendário de pagamentos do Bolsa Família será retomado.
“Em novembro e dezembro retornamos ao mundo de normalização, com controle epidemiológico, retomada do crescimento da economia e volta do Bolsa Família. Essa é a ideia até o fim do ano”, justificou.
Reportagem: Lucas Raposo
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