quarta-feira, 23 de setembro de 2026

'Tentar calar a imprensa é típico de fascista', dizem membros da CPI

Os senadores destacam que o comportamento de Bolsonaro é de quem é "avesso à democracia" e garantiram mais uma vez que CPI responderá quem são culpados por mortos pela Covid.
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Omar Aziz (PSD), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), presidente, vice e relator, respectivamente, da CPI da Covid-19 no Senado Federal e outros sete senadores emitiram uma nota de repúdio ao ataque do presidente Jair Bolsonaro á jornalista Laurene Santos, da Vanguarda TV, ocorrido na manhã desta segunda-feira (21), em Guaratinguetá (SP).

Na ocasião, o presidente mandou que a profissional calasse a boca e começou a vociferar contra emissoras de TV que, segundo ele, “destroem famílias brasileiras”. Os senadores destacaram que é uma atitude fascista tentar calar a imprensa e sugeriram ainda que tal comportamento é de quem é avesso à democracia brasileira.

Além do presidente, vice e relator, assinam a nota os senadores Tasso Jereissat (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB), Humberto Costa (PT-PE), Alessandro Vieira (CIDADANIA-SE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eliziane Gama (CIDADANIA-MA).

Leia a nota na íntegra:

As Senadoras e Senadores desta Comissão manifestam solidariedade à jornalista Laurene Santos, que hoje, enquanto trabalhava, foi submetida a uma reação, no mínimo, desproporcional do presidente da República a uma pergunta legitimamente feita pela repórter. A agressão do senhor presidente da República não foi apenas à jornalista Laurene, mas a todos os brasileiros que anseiam por uma resposta à tragédia que atingiu mais de 500 mil famílias desde o início da Pandemia, no ano passado.

Tentar calar e agredir a imprensa é típico de fascistas e de pessoas avessas à democracia brasileira.

Asseguramos que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam e nem prescreveram.

Da Redação

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